Zé Roberto

Uns dos momentos que vivi em Portugal foi quando iniciei os treinos na equipa do Sporting de Braga. Lembro-me bem, na altura era o mister Cajuda e o Rui Nascimento. Naquele treino estávamos fazendo aquecimento e comecei a ouvir o Rui Nascimento a dizer um nome constantemente “malta” e dizia “boa, malta”, “mais rápido, malta”, “excelente, malta”, e às vezes dava alguns puxões de orelhas dizendo o tal nome malta. Aquilo me incomodou, acabei não aguentando e fui perguntar para os brasileiros que havia na equipa, eu não tinha muita intimidade com todos do plantel, e perguntei quem era esse jogador que tanto o treinador estava elogiando e incentivando, já estava imaginando que era o jogador estrela da equipa, mas na verdade vim a saber que o tal nome era apenas uma forma de em Portugal dizer “galera, pessoal, grupo”, etc..
Foi um momento cómico que jamais esquecerei. Essa foi umas das histórias que guardo desses tempos. Abraços a todos de Portugal! Saudades…


Chegou ao Braga em Dezembro de 2000 e deu nas vistas com 12 golos em 17 jogos na época de estreia. Por cá representou ainda Alverca, Naval e Beira-Mar.

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

3 comentários sobre “Zé Roberto

  1. Lamentavelmente, nesta história, há um grande mentiroso , e há três possibilidades : o Relato, que a publica, o Zé Roberto que supostamente a contou e o DECO, a quem EU a ouvi conta-la numa entrevista à Comunicação social brasileira, como acontecida com ele quando chegou ao Porto. Mas isso é habitual……há muitas outras “estórias” atribuídas a mais de uma personagem. É o caso da “Faca de Dois Legumes” cuja autoria eu vi ser atribuída ao Jaime Pacheco e que o próprio não contestou. Só que essa e outras frases do genero já na década de 60 eram atribuídas em São Paulo a um presidente do Corinthians chamado Vicente Mateus. Nãome parece que nessa época o Jaime Pacheco já tivesse idade pra “inventar” essas coisas. Quanto ao Vicente Mateus, não deve ser difícil a alguém que se interesse, atestar a veracidade

    • Caro António, como poderá verificar na nossa página no Facebook, a história foi partilhada pelo treinador-adjunto envolvido na mesma e o próprio Zé Roberto já fez um comentário nessa partilha. Se fosse preciso comprovar a veracidade da mesma, tal estaria aqui conseguido através de dois intervenientes. Isto sem querer evidentemente duvidar de si em relação a ter ouvido uma história semelhante contada pelo Deco. É natural que ao longo dos anos e com uma quantidade enorme de jogadores brasileiros que passaram pelo nosso futebol, as confusões com expressões que desconhecem aconteçam com frequência. Aproveitamos ainda para comentar a questão relativa ao Jaime Pacheco: o próprio já contou que na altura disse a expressão assim propositadamente, o que foi mal-entendido como uma calinada. Ou seja, realmente essa não é da autoria do treinador campeão pelo Boavista. Cumprimentos.

Deixe um comentário