Vítor Móia

Como foi agora o 25 de Abril lembro-me de uma história passada nesse dia. Na altura jogava no Benfica e morava em Paço de Arcos. Ia na marginal com a minha esposa, a caminho do treino, lembro-me de que havia um grande movimento de barcos no Tejo e fui mandado parar pela GNR porque estavam a fazer buscas aos carros.
Nesse dia tinha duas espingardas de pressão de ar no carro, uma era minha e outra do Nené, porque costumávamos ir apanhar pardais ali perto do Estádio da Luz. E além disso também levava ratoeiras. O homem viu aquilo e mandou-me encostar ao carro. Só depois é que me reconheceu:
– Pá, mas você é o Móia do Benfica, não é?
– Sou. Vou agora para o treino.
– Então e você tem aqui estas espingardas?
– Tenho, mas isso é para apanhar pássaros.
E até lhe disse:
– Olhe, uma é minha e a outra é do Nené. Tínhamos combinado ir apanhar uns pássaros hoje depois do treino.
Mas já não fui para o treino porque ele avisou-me do que se tinha passado. Lembro-me de ter passado na casa da minha sogra onde deixei a minha mulher e aquele material.
Tinha outro hobby, que era a pesca. Quando estava no Sp. Espinho na altura o treinador era o Manuel José e jogava comigo o Malagueta, que jogou no FC Porto, e era doido por pesca. Uma vez combinámos ir juntos. Num treino, virou-se para o Manuel José e disse-lhe:
– Se calhar era melhor acabarmos o treino porque senão isto vai correr mal. A maré é daqui a bocadinho e a gente tem de ir apanhar a maré!


Chegou ao Benfica em 1974/75, depois brilhou nos Estados Unidos pelo Rochester Lancers e regressou para representar ainda Estoril, Sp. Espinho, Marítimo, Paredes e Ovarense.

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