Ricardo Pessoa

Há uns seis anos, acho que foi quando subimos à I Liga, num jantar de equipa, estávamos no restaurante, todos na brincadeira, e combinámos fazer uma partida ao nosso massagista, o Zé Manel, que é uma pessoa muito querida pelos jogadores. Chamei-o, para o distrair, ele levantou-se, veio ter comigo e enquanto falávamos houve um que roubou-lhe as chaves do carro. Ele mete sempre as chaves do carro e de casa, mais o telemóvel, tudo junto ao lado dele. Tinha o carro estacionado mesmo em frente à porta do restaurante e foram deixá-lo num sítio onde ele não o conseguia ver, atrás de umas casas que estavam do outro lado da estrada. Continuei a falar com ele e voltaram a deixar a chave no sítio onde estava.
O jantar correu normalmente e no fim saímos rápido e escondemo-nos, cada um num sítio, para ver quando ele saía. Esperámos, a equipa técnica fica sempre mais algum tempo, até que ele sai. Chega à porta do restaurante começa a olhar e não vê o carro. Olha para um lado e para o outro e pensou: “roubaram-me o carro!” Andou ali pela rua, foi para baixo, foi para cima, e nós escondidos a ver aquele espectáculo. Andou ali uma meia-hora à procura do carro até que lá o conseguiu encontrar. Bem, aquilo foi uma paródia, a gente chorava a rir!
No outro dia quando chegou ao clube estava lixado com a gente: “Vocês, seus filhos da puta, escondam as chaves dos vossos carros porque vão desaparecer todos!” Foi um fartote de rir.


Despontou no Estrela de Vendas Novas, passou quatro anos no V. Setúbal e está desde 2005 no Portimonense, onde é o capitão, com uma época no Moreirense pelo meio.

Foto: Nelson Inácio

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