Luís Pedro Nunes

Independentemente do facto de se gostar ou não de futebol, há uma coisa que é um privilégio que só se tem quando se viaja para o fim do Mundo, o privilégio de ser português e viver nesta altura, no apogeu da carreira futebolística de Ronaldo. Ser português e ter como meu embaixador Ronaldo ajudou-me de uma forma extraordinária, em tudo. Muita gente não sabe onde é Portugal, o que é

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António Simões

Vou contar uma história mais séria para mostrar como o futebol é rico em momentos especiais, até mesmo quando se tratam de momentos que têm dor. Nas meias-finais do Campeonato do Mundo de 1966 defrontei um lateral direito chamado George Cohen. A determinada altura, a SportTV tem conhecimento que este jogador tem cancro e está a fazer tratamento. Vendeu tudo o que tinha, desde

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Rão Kyao

Há uns anos editei um álbum, que na altura teve algum sucesso, chamado Estrada da Luz. Foi um disco que foi bastante divulgado e teve impacto nas pessoas, abordavam-me na rua a dar os parabéns pelo disco e tal, e uma vez encontrei um tipo bastante simpático que começa a falar comigo com uma grande efusividade.

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Nélson Lenho

Estava eu no Freamunde, na altura na II Liga, o treinador era o Jorge Regadas e tínhamos jogadores como Bock, Filipe Pastel, Rabiola, Barbosa, Tó Figueira, Bertinho, Cuco, entre outros. Estávamos na pré-época quando chega a Freamunde um brasileiro. Era a altura das grandes festas de Freamunde, as Sebastianas. Então o treinador adiou o treino de quinta-feira de manhã para a tarde, já para estarmos

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Luís Afonso

Pode parecer estranho que alguém que colabora na imprensa desportiva há cerca de três décadas não seja genuinamente adepto de futebol. Mas é o meu caso. O que sempre me atraiu foi o desporto motorizado: carros, motos, tudo o que andasse depressa e fizesse barulho. O meu sonho era ser piloto de Fórmula 1, o Alentejo dos anos 70 é que não seria propriamente o sítio certo para dar seguimento à

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Luís Filipe

Na minha primeira passagem pelo Braga, estava emprestado pelo Atlético de Madrid, fiz um entorse num tornozelo e na altura éramos treinados pelo Manuel Cajuda que, como se sabe, é uma pessoa intensa. Um dia, estava a fazer tratamento, e ele estava assim mais zangado, perguntou-me como é que eu estava. Respondi:

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César Mourão

Tenho duas histórias ligadas ao Sporting, ambas com o meu avô. Ele foi olheiro do Sporting, fez a festa desportiva do Sporting, a minha mãe fez trave olímpica no Sporting, portanto vivia o Sporting por dentro. Chegava a almoçar com jogadores dos Cinco Violinos, como o Vasques, ou seja vivia Sporting! E fui ver um jogo em que tínhamos o campo interditado e fomos jogar ao Barreiro, se não me engano.

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Caetano

Em 2011, antes do Mundial de Sub-20, estivemos três semanas de estágio em Lisboa, depois fomos uma semana de estágio para o Panamá e ainda estivemos três ou quatro semanas na Colômbia. E comíamos sempre massa, bife de frango, de perú, peixe, aquelas comidas de jogador, e passámos muito tempo ali fechados, recordo-me que só fomos uma vez ao jardim zoológico lá na Colômbia, e

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Pedro Pedrosa

Quando falo de futebol aviso logo que sou doente. Por dois motivos:
– Primeiro, conheço os plantéis todos da primeira divisão portuguesa de futebol, treinadores, jogadores e os seus históricos, grande parte dos plantéis da segunda divisão e alguns do campeonato de Portugal.

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Daniel Ramos

Num dos meus primeiros anos como treinador, devia ter uns 30 anos, era adjunto do António Luís no Vilanovense, fomos jogar a Braga contra o Braga B. Eles jogaram de vermelho e o Vilanovense de vermelho e preto, com predominância do vermelho. Estávamos no jogo e tínhamos três jogadores a aquecer. Ele vira-se para a zona onde estavam os jogadores a aquecer e começa:

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Pedro Paulos

Eu sou de Benfica desde pequenino. Eu sei, sei que a maior parte das pessoas que têm um clube nunca mudaram. É quase tabu a mudança de clube. Até há aquela frase que diz que uma pessoa pode mudar de uma porradona de coisas mas que mudar de clube está completamente fora de questão. Eu não tenho certeza em relação a esse assunto mas para mim sempre fez sentido ser do Benfica. Como

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Martelinho

Num Málaga-Boavista, para a Taça UEFA, estava a jogar a extremo e o Rui Óscar, o lateral direito, estava a ter alguma dificuldade na marcação ao Musampa. Ao intervalo, o Jaime Pacheco virou-se para nós e disse:
– Rui, vais sair, e tu vais para lateral direito para marcar o Musampa.

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Paulo de Carvalho

Quando eu andava a brincar, para mim a brincar, nas camadas infantis do Benfica, andei por lá, nós treinávamos muitas vezes contra os mais crescidos. Quando eles se magoavam vinham treinar com os miúdos até para que nós os conhecêssemos melhor e tal. E havia um desses jogadores da primeira categoria do Benfica, o Humberto Fernandes, um dos suplentes do Humberto Coelho e desse pessoal,

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Miguelito

Estávamos em estágio no Rio Ave e tinha sido contratado um jogador brasileiro, o Jader. O Paulo Lima Pereira gostava de fazer partidas e tratámos de praxar o Jader. Tínhamos sempre alguém no hotel que nos disponibilizava a chave para podermos entrar nos quartos. O Jader chegou, ficou sozinho num quarto e nós tratámos de lhe fazer partidas, uma das quais foi entrar no quarto dele e passar um

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Manuel Sérgio

Cumpre-nos a todos a humilde lealdade de nos aceitarmos como somos e pelo pouco que temos. Eu nasci em Lisboa, na freguesia de Nossa Senhora da Ajuda, de família pobre, mas honrada; eram também católicos praticantes os meus pais e com particular afeição pelo Belenenses. Não é por isso de estranhar que, desde criança, seja o futebol o meu espetáculo favorito, nem que, nos textos que

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Cássio

Quando joguei no Arouca foi no primeiro ano do clube na I Liga. Nós jogávamos bem mas não conseguíamos vencer, então estávamos numa série de sete ou oito jogos sem vitórias no campeonato. No início de Dezembro jogámos contra o Marítimo e se calhar foi o nosso melhor jogo em casa, mas acabámos por perder 2-1. Acabou o jogo, o presidente deu-nos os parabéns pela boa

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Júlio Machado Vaz

Meu Pai era portista e sócio. Jogara nos infantis e era detentor de um pé esquerdo temível, mas os centímetros tinham-lhe virado as costas e o treinador decretara-o incapaz de suportar os choques (quem sabe se não perdemos um precursor do Chalana vestido de azul e branco?). Entalado por sogra, mulher e filho vermelhos – com que prazer utilizo palavra então suspeita… – aceitava o seu estatuto

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Pedro Barny

Uma das que me recordo que fazíamos sempre, no Boavista normalmente até era o Nelo que fazia, era esconder-se dentro do quarto de alguém, debaixo da cama ou no armário, com o comando da televisão, com outro que não aquele que estava disponibilizado no quarto, e esperar que os colegas chegassem para depois ir alterando os canais e o volume da televisão. Isso deu situações muito

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Luís Represas

Se “filho de peixe sabe nadar” fosse uma verdade incontestada, na nossa família teriam morrido “afogados” os três filhos postos no mundo pelos meus Pais. Amante de futebol, sócio 10958 do SLB, o meu Pai era daqueles que via o jogo na televisão depois de lhe desligar o som, seguindo atentamente o match pela Emissora Nacional. O relato radiofónico entregava-lhe na comodidade da casa a agitação

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César Peixoto

Num treino no Braga, tínhamos lá um miúdo que era o Stélvio, jogava a trinco, que estava a fazer um bom treino. Estava a fazer grandes passes, de trivela e tudo. Às tantas, o Jorge Jesus grita no meio do campo:
– Porra, Stélvio! Fazes com cada passe que pareces o Pilro.

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