Paulo Pereira

Em 2002 vivi uma das maiores experiências da minha vida de jornalista: o Campeonato do Mundo da Coreia/Japão. Toda uma nova experiência, um novo mundo. Um dos episódios mais caricatos aconteceu quando eu e o meu colega e cameraman João Pedro Matoso decidimos subir a um dos maiores arranha-céus de Seul, para fazermos umas imagens da cidade. Aproveitámos o facto de no

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Rui Águas

O jogo contra o Steaua de Bucareste, na Luz, é uma memória futebolística que não esqueço e, enquanto atleta, a mais importante. E ao mesmo tempo é a mais feliz e a mais inesperada porque estava em subcondição e, quando assim é, as pessoas não esperam o melhor dos desempenhos. O que é certo é que as coisas se recompuseram pelo destino, pela inspiração e também pela sorte.

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Miguel Domingues

Para quem não sabe, eu durante dois anos fui árbitro de futebol. Nós não podemos ter um ano de actividade e chegar à Primeira Divisão, como um jogador que pode ir logo jogar a Liga dos Campeões. Temos de fazer todo um percurso, subir de divisões, é quase como se fosses um clube a começar.
Comecei quando estava na faculdade e um dos meus melhores amigos da altura, que conheci lá, já era

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Tarantini

Nós aqui no Rio Ave temos uma piada interna. O nosso motorista é engraçado a falar, tem uma pronúncia que arrasta as palavras. Quando vim para o Rio Ave também chegaram o Bruno Novo, o Jorge Humberto, o Sílvio, o Semedo… Foi contratada assim malta mais de segunda linha, que jogava na II Liga ou na II B. Os gajos mais velhos depois mais tarde é que contaram. Chegaram à beira dele e

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John Gonçalves

Basicamente, gosto de futebol só porque quero ver o Benfica campeão europeu. Mais nada. Não quero mais nada nesta vida. Quando o Benfica for campeão europeu não quero saber mais de futebol. Sinceramente. É um bocado como quando Portugal for campeão do Mundo. Se ganharmos na Rússia vou continuar a ver os jogos mas não vou ver mais nenhum jogo in loco, não vou gastar mais dinheiro

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Rodolfo Reis

Num Sporting-FC Porto em Alvalade, num jogo com poucos minutos jogados, talvez uns 10, há um lance entre o Artur e o Gomes. O Artur deu uma pancada no Gomes e o Gomes levantou-se. Ele não era nada atreito a fazer isso, era um jogador calmo, não se metia em confusões, ao contrário de mim. Eu estava ali ao pé, saltei e pus-me no meio dos dois. O Artur pôs-me a mão no peito e eu caí, aquela

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Nuno Gonçalves

Há uma história muito engraçada que se passou no último Europeu, no segundo jogo, que Portugal empatou a zero com a Áustria. Estava um menino ao nosso lado, filho de emigrantes, que começou a chorar a quinze minutos do final. Diziam que Portugal tinha de ganhar e aquilo não estava a dar. O menino a chorar, a chorar, eu olhava para ele, aquilo incomodava-me imenso, e o pai estava até com

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Prof. Neca

Começo a minha carreira de jogador no Gil Vicente, em 1966, como juvenil. Até hoje, não parei um ano. É o ano do primeiro Campeonato do Mundo de Portugal e no qual Eusébio brilha bem lá no alto. Isso para mim tornou-se uma referência importante. Passados 30 anos tive a felicidade de estar na equipa técnica do Benfica com o Eusébio. Foi de um facto um mito, um jogador fantástico e uma criatura de

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Nuno Bergonse

Confesso que nunca fui grande adepto de futebol. Como tal, nunca fui grande jogador. Estudei parte do meu percurso na escola do Lumiar, local esse onde morei muito tempo da minha vida. Na altura ainda existia o primeiro estádio José de Alvalade. Nessa época não havia o centro de formação de Alcochete, portanto os jogadores estudavam na escola do Lumiar e dormiam no estádio, quase como internos.

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Fernando Meira

Estive no Benfica durante um ano e meio e tive o azar de ser num período de instabilidade do clube. Fui contratado pelo Vale e Azevedo, depois tive o Vilarinho e acabei com o Luís Filipe Vieira, três presidentes num ano e meio. Fui contratado pelo Jupp Heynckes, tive o privilégio de ser treinado à posteriori pelo Mourinho e depois pelo Toni, que era o treinador da campanha do Vilarinho.

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Bruno Ferreira

Na época de 2016/17 chegou-me de Braga um simpático convite para ir animar o almoço convívio de Sportinguistas do Minho, organizado pelo Núcleo de Braga do SCP, onde haveria de discursar o Presidente do Clube, Bruno de Carvalho. Com presença confirmada estava também a atleta olímpica do Sporting Sara Moreira, que assistiria à entrega do Prémio Rugido Minhoto 2016. A apresentação

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Miguel Bruno

Isto aconteceu ao serviço da selecção de sub-18, na Albânia. Estávamos no meu quarto a jogar às cartas, éramos cerca de meia equipa, cabia lá tudo e mais alguma coisa. Entre cartas e brincadeiras, o Luís Miguel, como era mau perdedor, no final de um jogo atirou-se a mim como um maluco e eu, ao tentar defender-me, fugi de cima da cama para que ele não me apanhasse. Aí fiquei com metade do

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Catarina Camacho

A minha ligação ao futebol vem, agora me apercebo, desde pequena. O meu pai foi jogador do Marítimo, queria ter seguido essa carreira mas o pai dele não achou muita graça e acabou por se formar em Filosofia e Psiquiatria. Mas o bichinho do futebol falou mais alto e passou a jogar por lazer e a treinar algumas equipas. Eu era pequena e lembro-me de ir com ele para os treinos. Era a mascote

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Manuel Machado

Num percurso longo, numa carreira com mais de 30 anos ligado ao futebol, desde a formação, passando pelas divisões inferiores até quase 500 jogos de I Liga, tive uma única saída. E foi a única vez, também tem essa particularidade, de a ter feito pela mão de um agente. Todos os outros contratos que fiz foram feitos directamente com a administração dos clubes e os seus presidentes. Neste caso foi

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Vera Roquette

Sou orgulhosamente prima de José Roquette (somos muitos, os Roquettes!…), ex-presidente do Sporting, que é bisneto do seu fundador: José Alfredo Holtreman Roquette (Visconde de Alvalade). Como é que tudo começou? O filho pediu ao pai: “Dá-me um pedaço da quinta para formar um clube?” Sonhava com um grande clube. Que se cumpriu. Mais tarde, a quinta de família transformava-se no

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Quim

Com 18 anos era júnior do Braga mas já treinava com o plantel principal. Um dia, após mais um treino ao final de tarde, estava a sair do Estádio 1.º de Maio, como sempre fazia, e ao chegar ao meu carro fui abordado por um senhor com os seus aparentes vinte e poucos anos. Tinha uma pasta na mão e educadamente perguntou-me se tinha representante. Eu respondi-lhe que não. Então ele voltou a

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Sensi

Venho de uma família de músicos e já estive ao lado do Dave Grohl, de uma data de músicos e nós aguentamo-nos bem, mas há um ponto fraco, que são os jogadores da bola. Eu não fico assim tão à toa, mas o meu irmão, o Fred, fica um bocado, e o meu pai, o Kalú, fica mesmo nervoso. E isto aconteceu há muitos anos, na altura do Jardel no Porto. Estávamos no Porto, ao pé do estádio, e o

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Alex Bunbury

Como o tempo voa… já passaram quase vinte anos desde que joguei pela última vez pelo meu amado CS Marítimo, na bela ilha da Madeira. Os meus sete anos na ilha e as viagens para o continente a cada duas semanas são a experiência mais memorável da minha carreira futebolística.
Tive a felicidade de jogar com jogadores extremamente talentosos, treinadores especiais e os melhores

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Kapinha

Quando era miúdo, nos Infantis, jogava como federado no Colégio São João de Brito, que era onde eu andava. Entretanto fui treinar ao Sporting e fiquei. Na altura o futebol não tinha o glamour que tem hoje. Aliás, deixei de jogar porque o futebol não era muito bem visto, normalmente os jogadores da bola era malta que não se dava muito bem na escola, que não estudava, e a minha mãe queria que fosse doutor

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Neca

Quando fui para a Turquia, no meu primeiro estágio fiquei com um jogador turco. Para aí às cinco da manhã senti uma pessoa a andar no quarto e acordei um pouco assustado. Foi quando vi que ele tinha estendido o tapete para rezar. Eles têm umas horas marcadas para rezar e foi assim um pequeno choque para mim porque nunca me tinha acontecido. Foi uma coisa estranha. Depois o clube teve

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