Álvaro Costa

Nos anos 70, o Avenida de Vila do Conde, casa do Rio Ave de então, que ficava paredes meias com a minha, era uma espécie de micro Monumental de Núñez. Um misto de lota espiritual, jaula piscatória e templo Hindu. Na curva do desespero, bancada colocada junto à baliza sul, juntava-se uma fauna que em muitos aspectos poderia ter sido parte do universo mágico-argentino de Cortázar ou

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Toni

Esta história remonta a 1970. Foi em Janeiro, num Benfica-Belenenses a contar para o campeonato. Chovia, o resultado continuava a zero e não estávamos a jogar nada. O árbitro, o já falecido João Nogueira, de Setúbal, tinha mostrado o vermelho a dois jogadores do Benfica, o José Torres e o Malta da Silva, e tudo isto contribuía para o descontentamento dos nossos adeptos. Até que, depois de mais

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Fernando Ribeiro

As nossas peladinhas em tournée têm diversos acontecimentos um bocadinho estrambólicos. Agora já não, mas antigamente nas tournées havia sempre um dia de folga, que equivalia a fazer o menos possível. Mas alguém arranjava sempre uma bola de futebol, andávamos com uma, ou comprava-se e organizava-se ali um mini-torneio das nações.

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Filgueira

Iniciei a época 2003/04 a recuperar de uma lesão, fui operado ao menisco, depois também tinha problemas de cartilagens, ligamentos, aquelas coisas todas. Não correu muito bem, fiquei de fora e comecei a treinar limitado. Tivemos uma mudança de treinador, saiu o Manuel José e entrou o Inácio e eu já quase não treinava. Quando foi o jogo em que acabei por chegar aos 400 jogos,

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Nuno Artur Silva

Fui educado em duas religiões, o catolicismo pelo lado da minha mãe e o benfiquismo pelo lado do meu pai. No catolicismo confesso que, acho que ainda antes de fazer a primeira comunhão, já não acreditava muito e portanto, logo que pude, escapei desse universo. O futebol durou mais. Lembro-me que tive mais emoção a entrar no Estádio da Luz do que a entrar na Basílica da Estrela,

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Fernando Aguiar

Nós temos a mania de andar com aqueles sacos onde levamos o perfume, o shampoo e alguns objectos pessoais, e no balneário costumamos brincar, há sempre aquelas partidas de meter espuma de barbear nos sacos dos colegas.

Um dia, estava no Beira-Mar, acabámos o treino e dei boleia ao Ricardo Sousa. Estavamos sempre com pressa para ir para casa, para não apanhar trânsito,

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Carlão

Estádio da Luz, fase de grupos da Liga dos Campeões, com o Barcelona. Era o Barcelona do Eto’o e de muitos mais, muitos cromos. Era aquele jogo que à partida já estava assim meio lixado e só consegui ver para aí três minutos. Estavam uns gajos numa fila abaixo, ou na nossa mais ou lado, já não sei, gajos do Benfica que mal o Eto’o se aproxima da nossa área começam a fazer aqueles sons

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Hugo Leal

Na época 2004/05 assino pelo FC Porto. Faço um contrato de quatro anos e, curiosamente, na negociação das verbas, o clube apresenta-me uns valores e eu negoceio por baixo. Ou seja, exactamente o contrário daquilo que seria o normal. O FC Porto estava a oferecer-me um bom salário base, mas queria optar por outro formato de contrato. Então reduzi o salário base e aumentei muito

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