António Raminhos

Pode existir uma linha muito ténue entre a ingenuidade e a imbecilidade. E o melhor de tudo é quando as duas se encontram. Foi o que aconteceu naquela fatídica tarde de 1998. Com 18 anos, estava a estagiar no jornal A Capital, na secção de desporto, e tinha a primeira saída com um colega. O destino era o Estádio da Luz em ebulição. Contestação dos sócios, Vale e Azevedo a amealhar os primeiros

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Luís Vasco

Sou da Nazaré e além do clube da minha terra joguei depois no Caldas, até que apareceu o Famalicão, que estava na I Divisão, interessado em mim. E certo dia, lembro-me que foi num domingo, em Julho de 1991, peguei na mala e disseram-me para ir ter à loja do vice-presidente do Famalicão, para me apresentar e que depois ele dava-me a chave do apartamento onde ia ficar. Entrei na loja e estava lá

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Luís Aguilar

Há uns anos fui entrevistar o Fernando Mendes, estava ele a treinar o Desportivo do Montijo, ainda não era Olímpico do Montijo. Fui ter com ele para fazer uma entrevista pequena para sair no Record sobre essa fase, o desafio de ser treinador principal, e sentámo-nos numa mesa de uma esplanada no campo do Montijo, íamos começar a entrevista. Ali perto estavam três ou quatro miúdos a dar toques

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Nélson

O passo mais decisivo da minha carreira de futebolista é precisamente o início. Não como profissional, mas na formação, mais concretamente nos infantis, e engloba-me a mim e ao meu irmão Albertino. Somos oriundos de uma família pobre, nunca faltou o essencial, como a alimentação, roupa e calçado, mas não dava para muito mais. Fomos oito irmãos, só o meu pai é que trabalhava, por isso era tudo

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Luís Oliveira

Num dos mais curtos peladuchos de Gaia, um livre a meio do meio campo transforma-se facilmente num livre à entrada da área. Dali quem marcava era o Edgar. Mas devia estar castigado ou magoado ou então, mais provável, teria sucumbido aos muitos encantos que um sábado à noite pode trazer a um adolescente de 17/18 anos. Peguei na bola com vontade e foi tudo perfeito. Crestuma 0 – Arcozelo 1.

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Dani

Quando cheguei a Amesterdão, o Van Gaal disse-me que tinha de me habituar à forma de treinar e de jogar do Ajax. Ter outra atenção à posse, perder o mínimo possível a bola e fazer uma circulação com outra qualidade, com mais velocidade, e um ou dois toques, recepção orientada e depois passe. Respondi-lhe: “Vocês contrataram-me depois do que viram no Mundial do Qatar, pelas minhas jogadas

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João Moreira

Ora, sendo eu adepto fervoroso do Clube de Futebol União de Coimbra, agremiação desportiva fundada em 1919, seria normal que papasse todos os jogos em casa. Uma vez que os pretos (Académica-OAF) se abocanharam do Calhabé (hoje conhecido como Estádio Cidade de Coimbra) que é de todos, lá íamos jogando no Estádio Sérgio Conceição, na mui próxima vila de Taveiro, enquanto as obras

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Daúto Faquirá

A minha primeira vez na I Liga foi em 2006/07, pelo Estrela da Amadora. Para quem chega dos escalões secundários, carregado de sonhos, expectativas e uma ambição sem fim, o começo do campeonato não podia ter um impacto mais negativo. E depois do Sintrense, Odivelas, Barreirense e finalmente Estoril, sempre com sucessos acumulados, as minhas ilusões eram legitimamente

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Carla Matadinho

Em 2008 fui com uns amigos à Suíça para assistir a um jogo de Portugal, a contar para o Europeu. Éramos um grupo de quatro amigos, fui com a Cláudia, o João Pedro Silva e o Mário Mota. Fomos de carro até Madrid e daí apanhámos um voo para Basileia. E adorei ir ver o jogo! Pelo significado que tem acompanhar a Selecção numa grande competição, mas também pela cumplicidade com os

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Gaúcho

Passei uma situação engraçada no Estrela da Amadora. Estava para acabar contrato e tinha muitos clubes interessados em mim. Fomos para a pré-temporada em Castelo de Vide e o presidente José Maria Salvado estava a pressionar-me para renovar o contrato, que acabava no final dessa temporada que estava prestes a começar. Ou seja, ia entrar no meu último ano de contrato. E tinha muitos clubes

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Rui Pedro Tendinha

A minha história inclui o Alvim, que era como o Kramer, aquela personagem do Seinfeld, porque houve um período em que éramos vizinhos e entrava pela minha casa a toda a hora. E houve um dia em que de manhã me disse “olha, o Jardel vai lá jantar a tua casa.” Isto foi naquela fase em que ele ainda jogava, mas estava sem clube. Acho que foi antes de ir para o Beira-Mar. Ou foi imediatamente

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Constantino

Quando cheguei ao Levante estive oito ou nove jogos sem marcar um golo. Até já estava a equacionar abandonar o clube por não conseguir marcar. Tinha sido contratado para marcar golos, depois de ter feito tantos no Leça, mas lá não marcava. Até que temos um jogo numa sexta-feira à noite, ganhámos 1-0 ao Castellón, em que marquei o golo já a uns cinco minutos do fim. O meu primeiro golo, depois

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Rui Sinel de Cordes

Todos temos uma estória com Eusébio. A minha aconteceu há uns 10 anos. Estava num bar de strip em Benfica e a caminho do WC reparo numa mesa cheia de homens engravatados, raparigas semi-despidas e copos de whisky. No meio disto, estava Eusébio. Pensei que se contasse isto no dia seguinte no trabalho, ninguém iria acreditar. Então, aproximei-me, e pedi-lhe um autógrafo. “Peço

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Cândido Costa

Quando fiz o primeiro estágio pelo FC Porto em França, com 18 anos, calhou-me como colega de quarto o famoso Paulinho Santos. Confesso que quando olhei para o papel na recepção do hotel fiquei cheio de medo! Dirigi-me ao Paulinho, receoso, e lá lhe disse “Senhor Paulinho, somos os dois no quarto”, ao qual ele respondeu: “a sério? Então leva-me o saco que estou à rasquinha das costas”

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Carolina Torres

Num país que vive tão intensamente o futebol era difícil ficar de parte e, portanto, não me safei, sou do FCP. Não foi por acidente ou falta de escolha, apesar dos ferrenhos da minha família fazerem sempre “aquela” pressão. Foi sim pelas vitórias que contávamos juntos como família. Ouvi sempre falar bem do nosso Porto. Bela cidade e bela equipa. Portanto, a decisão foi muito fácil. Principalmente

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João Coimbra

Após a minha estreia a titular nas competições europeias pelo Benfica, em Paris, contra o Paris Saint-Germain, onde apesar da derrota por 2-1 realizei uma boa exibição, recebemos o União de Leiria em casa. Estou no banco e o mister Fernando Santos chama-me para entrar a 20 minutos do fim, numa altura em que estávamos a ganhar por 1-0. Estou perto dele, pronto para ouvir as indicações,

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Domingos Amaral

A família dos meus avós paternos era de Guimarães. Tinham uma quinta e nós íamos lá sempre passar o mês de Setembro. Iam os netos: eu, os meus irmãos e os meus primos. Divertíamo-nos imenso, desde os meus 4 ou 5 anos que ia para lá. O irmão do meu pai, que se chamava João e era 7 ou 8 anos mais novo que ele, adorava futebol. Então, a partir de certa altura, tinha os meus 5/6 anos,

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Dinis

Quando estava no Beira-Mar fomos jogar a Braga e estávamos no quarto andar de um hotel a olhar cá para baixo à espera que um colega nosso saísse da recepção, tínhamos-lhe pedido para ir lá abaixo comprar umas revistas. Na altura usávamos um fato de treino todo preto com umas riscas amarelas, já era assim ao cair da tarde, e estávamos à espera que ele aparecesse para lhe mandarmos

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Ana Bacalhau

A minha relação com o futebol é “emprestada”. Veio através da família, da forma como as pessoas mais próximas viviam o desporto e de como essa vivência se foi infiltrando em mim, ajudando a criar memórias fortes que são a base daquilo a que poderei chamar “a minha relação com o futebol”.

Quanto ao desporto em si, sei o básico e percebo o fascínio que desperta em muitos, mas nunca

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Luís Vidigal

Tantos anos depois, há a possibilidade de revelar aqui uma história interessante, que muito provavelmente para outras pessoas até seria motivo para se valorizarem e promoverem. Podia perfeitamente tirar proveito dela, mas guardei-a para mim e nem toda a família sabe! Refere-se à época de 2003/04, na altura actuava no Nápoles.

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