Luís Mateus

Adoro estádios vazios. Os velhos, não os de agora, todos xpto. Demasiado bonitinhos. Arrumadinhos. Pintadinhos. Onde não falta uma cadeira. Parecem nunca ter perdido o cheiro e o Pintado de Fresco que o acompanha. Gosto mais dos velhos. Do betão enrugado, cru, ou comido por cores esbatidas, que perderam a consciência das próprias fronteiras e se misturam diabólicas para quem, como eu, já

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Zé Roberto

Uns dos momentos que vivi em Portugal foi quando iniciei os treinos na equipa do Sporting de Braga. Lembro-me bem, na altura era o mister Cajuda e o Rui Nascimento. Naquele treino estávamos fazendo aquecimento e comecei a ouvir o Rui Nascimento a dizer um nome constantemente “malta” e dizia “boa, malta”, “mais rápido, malta”, “excelente, malta”, e às vezes dava alguns puxões de orelhas

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Dário Guerreiro

Ali estava eu, trajado a rigor, a festejar com centenas de pessoas num estádio que já havia visto melhores dias. Mas aquele não era o estádio em que eu queria estar.
Era a bênção das pastas (ou queima das fitas), a cerimónia que todos os anos, em Maio, coroa com pompa e circunstância o percurso académico daqueles que findam as licenciaturas. Na Universidade

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Ricardo Pessoa

Há uns seis anos, acho que foi quando subimos à I Liga, num jantar de equipa, estávamos no restaurante, todos na brincadeira, e combinámos fazer uma partida ao nosso massagista, o Zé Manel, que é uma pessoa muito querida pelos jogadores. Chamei-o, para o distrair, ele levantou-se, veio ter comigo e enquanto falávamos houve um que roubou-lhe as chaves do carro. Ele mete sempre as

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Nelson Rosado

Há muitos anos fui federado em futebol de 11 no Amora. Fui até ao segundo ano de iniciado, era extremo direito. Joguei algumas vezes também a lateral direito, tudo o que era corredor direito era comigo. Era um miúdo que gostava muito de correr, eles diziam que eu tinha velocidade. Foram tempos engraçados, na altura morava no Laranjeiro, perto de Almada, e o clube pagava-me o passe

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Luís Boa Morte

Em 2002, jogava no Fulham, estava num treino a dois dias de um jogo. O treinador era o Jean Tigana e ele não me meteu na equipa que ia ser titular no sábado. Fiquei com azia, não estava contente por saber que ia ficar de fora. Normalmente a equipa que vai ser titular treina contra os suplentes, então ele meteu-me na outra equipa, a defesa esquerdo. O Tigana pediu-me para fazer uma diagonal quando

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Pedro Boucherie Mendes

Gosto de futebol limpo, sem casos, bem jogado. Detesto a ideia de ganhar no último minuto com um golo com a mão. Não sou nem santo nem a melhor pessoa do mundo, mas tenho um problema com fanatismo e intolerância (que não é mesma coisa que fanatismo como estratégia de persuasão) e com a violação das regras aceites pelas duas partes. No nosso país não gostamos de futebol, mas sim que

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

José Viterbo

Tive uma situação muito engraçada quando treinava os infantis da Académica. O Zé Castro fazia parte dessa equipa, tínhamos um grupo muito bom, muito forte. Nesse ano praticamente só perdemos com o FC Porto, era uma equipa fortíssima.
No intervalo de um jogo, que não nos estava a correr muito bem, perguntei aos miúdos o que é que se

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Diogo Batáguas

Estive na Luz, na final do mundial de sub-20 em 1991. Que honra, não é? Tinha 6 anos, adormeci e não me lembro de nada. Eu sei, absurdo.

Como tantos putos da minha geração, o meu sonho era ser jogador de futebol. Guarda redes, no caso. Naturalmente, aproveitei umas captações e fui jogar para um clube perto de casa. Fiz a formação no Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

Continue a ler

Cafú

Saí daqui a meio da época, troquei o Boavista pelo Siegen, da II Liga alemã, no último dia das inscrições, em pleno Inverno e foi num ano de nevão. Ainda por cima o clube não tinha grandes condições e naquela altura eu estava a recuperar de uma pubalgia, precisava de fazer uns trabalhos de reforço. Perguntei onde é que era o ginásio e responderam-me que não tinham, então aqueles

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

João Gil

Tinha eu 14 anos quando a minha família se mudou para a Av. São João de Deus, ali às avenidas novas, em Lisboa. Acabado de chegar da Covilhã, belo sítio para nascer com a força nas pernas necessária à prática desportiva visto que é sempre a subir ou sempre a descer.
Era o futebol o grande facilitador da minha integração junto dos novos amigos da segunda infância.

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Duílio

Houve um episódio que me marcou muito na minha passagem por Portugal. Nós estávamos concentrados já no hotel antes de um jogo contra o Portimonense e ligaram-me da minha casa a dizer que o meu filho mais novo, o Vinícius, estava nas urgências do hospital.

Desci, já de madrugada, foi por volta da uma da manhã, e estava a haver uma reunião entre os Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

Continue a ler

Rui Reininho

Recordo uma viagem que fiz a Itália a convite da Federação e foi muito engraçada porque fiquei a conhecer aquela gente toda ligada ao mundo da bola. Foi um Itália-Portugal, de qualificação para o Mundial de 1994, nos Estados Unidos, em que perdemos 1-0 no San Siro. Estava nos tops em 92, com o Rock in Rio Douro, era uma pessoa importante nas comitivas, e foi muito divertido. Conheci o Jorge

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Ricardo Esteves

Entre muitas histórias da minha carreira como jogador, recordo-me de uma no Campeonato do Mundo de Sub-20, na Nigéria, em 1999. Nos quartos-de-final, contra o Japão, estávamos empatados 0-0 a 15 minutos do apito final do encontro. O Sérgio Leite, o nosso guardião, sofreu uma entrada dura, fracturou a clavícula e foi obrigado a sair. Nós já tínhamos feito todas as substituições e, desde logo, ofereci-me

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

João Fernando Ramos

Como é sabido, pelo menos no meu círculo de amigos mais próximos, não sou grande apreciador de futebol e isso deve-se também a não saber jogar. Nasci perto de um campo de râguebi, na Lousã, e a primeira bola que chutei não era redonda, era oval. Para mim é fácil pegar numa bola de râguebi e colocá-la em qualquer parte do campo, mas com uma bola redonda é muito mais difícil.

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Carla Couto

Uma das histórias que recordo aconteceu na época em que fui campeã nacional pela primeira vez, em 1999/00, pelo 1.º Dezembro. Tinha uma operação ao maléolo peroneal marcada, tinha posto uma placa com sete parafusos e o do tornozelo já estava mesmo quase a sair. Já me estava a magoar e estava sujeita a levar uma pancada e poder rasgar, aquilo podia complicar-se. Telefonei ao médico e disse-lhe:

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Rita Nabeiro

Era uma segunda-feira como tantas outras. Os passos pesados e apressados do professor César já se ouviam no fundo do corredor. Ainda não eram 08h00 quando entrou na sala de aula e despiu o fato de mota que pingava por causa da chuva. Com uma voz grave e forte que ainda hoje ecoa na minha memória, restabeleceu a ordem no grupo de adolescentes que tinha pela frente. Antes de começar

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Gonçalo Brandão

Das histórias mais engraçadas que vivi e, ao mesmo tempo, um episódio que foi complicado naquele momento passou-se num Inter-Siena. Foi um jogo de fim de campeonato, na antepenúltima jornada de 2008/09, com o Inter já campeão, com Figo, Quaresma e Mourinho, e tinha o Ibrahimovic na corrida pelo título de melhor marcador.

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Catarina Matos

Quando eu era miúda, com uns 5 anos, o meu clube era o Estoril. Não era porque morava lá perto, eu cresci na Mealhada. Nem nunca tinha ido ao Estoril, nem sequer sabia que era o nome de uma terra. A razão pela qual eu era do Estoril era muito simples: eu adorava amarelo.
Parece-me uma razão mais do que plausível para ser torcedora de um clube. Não escolhemos os

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler

Vítor Manuel

Cheguei ao Leça no final de 1997, à 7.ª jornada. Cheguei a uma quarta-feira e jogávamos nesse domingo com o Campomaiorense em casa. O Leça estava em lugar de descida, acho que em último. Nessa quarta-feira treinámos e vi que o clube tinha alguns bons jogadores, casos do Constantino, do Pedro Estrela, do Cristóvão, do Serifo, do Tozé, campeão do Mundo em Riade, enfim, eram vários,

Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail
Continue a ler