Paulo Catarino

Tantos anos de carreira e tantas histórias para contar. Há uns anos jogava na ilha da Madeira e dividia a casa com mais três colegas, dois portugueses e um brasileiro. A meio da época surgiu a oportunidade de sair para outro clube melhor e cheguei a acordo com a Direcção para sair num sábado e a equipa tinha jogo no continente no domingo. Significava que ia ficar em casa sozinho no sábado e

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Luís Filipe Borges

Há, no lado mais obscuro do futebol português, um dia misterioso, uma nota de rodapé enigmática, o momento em que – por ínvias e travessas artes do destino – um jogo se disputou comigo nas redes duma baliza e Vítor Baía como keeper da outra.
Espinho, vésperas do Mundial de Futebol de Praia de 2015, um estádio por inaugurar no areal. Com

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Ricardo

Lembro-me de um episódio engraçado sobre o primeiro jogo em que o Boavista me foi ver jogar antes de me contratar. Estava no Montijo, na II Divisão B, fomos jogar ao Alentejo, não sei precisar se foi Évora, Montemor ou Elvas, não faço ideia, e estávamos sem ponta-de-lança, joguei eu nessa posição.
Ganhámos com um golo meu e a pessoa que lá me tinha ido ver não sabia o que havia de dizer. Deve

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Gaspar Ramos

Isto tem um bocado a ver com a história que depois se viu da chamada fruta que era servida aos árbitros e que aparece no processo Apito Dourado. Posso contar uma história que se passou comigo na época 1980/81. Entrei no futebol em 1979, salvo erro, e pouco depois fui informado lá pelo nosso pessoal do Norte, todos aqueles benfiquistas que trabalhavam connosco e conheciam as coisas de lá,

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Pedro Henriques

O meu primeiro jogo, ainda como fiscal de linha, como se chamava na altura aos árbitros assistentes, foi na época 1990/91, nos Distritais, entre o Damaiense e o Estrela da Amadora. Nunca tinha ido à Damaia e era a primeira vez que participava num jogo. E logo nos minutos iniciais, nem tenho a certeza de ter sequer levantado a bandeirola, um senhor, destacado na bancada, que me foi mimando com

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Noiserv

Sempre me perguntei por que motivo somos de um clube; em que altura decidimos isso; e porque o fazemos. Eu nunca fui muito dedicado ao futebol, mas a verdade é que sempre fui do Benfica!
Não me lembro qual foi o primeiro dia em que fui do Benfica, mas alguém me deve ter perguntado: “Qual é o teu clube?”, e eu devo ter respondido: “Eu sou do Benfica!”

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Nuno Coelho

Estive um ano na Grécia, um ano em que tive muitas histórias, umas pelo lado positivo, outras nem tanto. Foi um ano muito complicado. Estive num clube que é considerado um dos cinco grandes da Grécia, o Aris de Salónica, sempre com 25/30 mil adeptos no estádio, só que estava numa das fases mais difíceis da sua história, com muitos problemas financeiros, muitos problemas directivos,

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Bernardo Coelho

Faz um ano que apanhei o avião para as Bahamas. Tinha entrado num satélite, por 700 dólares, onde ganhei o fullpackage para jogar o PCA, PokerStars Caribbean Adventure. É um pacote de 16.800 euros e dá direito a um máximo de onze dias no hotel Atlantis e um buy-in de 10.400 euros para jogar o main event. Participaram 927 pessoas nesse main event, fiquei em 88º e o Ronaldo penso que ficou em 50º.

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Hugo Morais

Época 2006/07, representava o Leixões. O campeonato aproximava-se do fim e tínhamos um jogo na Póvoa de Varzim, crucial para a subida de divisão. Estávamos em estágio e, quando nos concentrávamos, alguns de nós batíamos umas cartas ao ponto de ser quase “profissional”. A seguir ao almoço juntámo-nos num quarto, eu, Beto, Malafaia, Roberto, Cervantes, Jorge Duarte e Filipe

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Dino D’Santiago

Tenho para contar um momento caricato, vivido graças ao poder que o futebol tem no nosso país. Por várias vezes fui confundido com o Varela, jogador do Futebol Clube do Porto. Vivi 11 anos no Porto, por fazer parte dos Expensive Soul, e muitas vezes cumprimentavam-me. Alguns diziam Varela, mas lá haviam uns que acertavam e chamavam-me Dino. Como era no Porto, eu não respondia, ou só dizia

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Fernando Ferreira

Em 2006 jogava no Espinho, era o meu segundo ano de sénior. Contratualmente ainda estava ligado ao Sporting e fui emprestado. A época nem foi muito produtiva, joguei pouco, mas tive um episódio engraçado. Houve uma altura em que estávamos bem, a equipa tinha bons resultados, e o treinador era o Vítor Pereira, que agora está no Fenerbahçe.

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Ana Dias

Embora nunca tenha sido uma adepta ferrenha, o futebol sempre esteve muito presente na minha vida. Sou do Futebol Clube do Porto, primeiro porque sou de lá e depois porque o meu pai, que é um apaixonado pelo futebol, me passou um bocadinho dessa paixão. Quando era adolescente passei pela ginástica acrobática do FCP, como atleta do clube, onde assistia quase todos os dias aos treinos

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Artur

Eu devia ter nascido 10 anos mais tarde, era para ter nascido agora. Deus me livre, apanhei muito! Peguei Baresi, Fernando Couto, peguei esses caras todos aí. Hoje é uma garapa! Aquela nossa equipa do FC Porto hoje era campeã europeia.
O Boavista foi um clube muito especial para mim, foi onde tudo começou. Tive um grande treinador,

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Avô Cantigas

Quando era muito jovem, fui jogador de futebol. Jogava pela equipa de Cascais no campeonato distrital de juvenis. Ficámos em último lugar nesse campeonato e, no conjunto de todos os jogos, só ganhámos um. De facto, uma época para esquecer. Mas onde está o mal? Perder ou ganhar tudo é desporto e nós éramos jovens e grandes entusiastas da prática desportiva.

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Luís Zambujo

Quando estava no Aves fui ao Dragão jogar contra o FC Porto. Por acaso fiquei no banco e na segunda parte, para aí aos 50 minutos, o mister olha para o banco e diz-me para ir aquecer. Levanto-me para ir aquecer e, naquele preciso momento, o estádio inteiro levanta-se a aplaudir. Até me arrepiei! Nisto olho para trás e vejo o Quaresma, que se tinha levantado na mesma altura para ir aquecer. Afinal

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Rui Malheiro

O Mundial de 1982 não é a minha primeira memória relacionada com o futebol. Aprendi a ler e a escrever precocemente, e poucos dias depois de completar 5 anos, no início do outono de 1981, entrei para a escola primária.
Tenho memórias dispersas da temporada 1981/82, dominada internamente pelo Sporting de Big Mal,

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Paulo Sérgio

Vivi uma situação caricata na Malásia por causa do príncipe. Estava lá salvo erro há três dias quando me deram um carro. Fui buscá-lo e ia tranquilo na estrada. Eles lá têm o volante à direita, mas já era assim no Chipre, não era novidade. Nisto oiço sirenes e vejo os carros à minha frente a encostar, mas continuei na minha, segui o meu trajecto. De repente vem uma mota daquelas bigs da polícia e vejo o gajo todo furioso a mandar-me encostar. E eu: “oi, já fui. Já fiz alguma porcaria, estou mesmo a ver.”
Encostei, ele também parou a mota, abri o vidro mas ele nem sequer falou. De repente passam várias motas da polícia e o carro do príncipe no meio. Nisto ele arrancou com a mota e não se passou nada, mas fiquei ali todo borrado! Fiquei mesmo em pânico a pensar: “ainda agora aqui cheguei e já fiz porcaria? O que é isto?” É que depois lá eles têm aquelas regras deles, não se pode fumar, não se pode beber álcool, já estava a ver que tinha feito alguma coisa com o carro que também era proibida. Depois é que me explicaram que quando o príncipe ou alguém da família real vai a algum lado andam sempre com escolta da polícia e têm de parar todos para eles passarem.


Formado no Sporting, onde jogou com Cristiano Ronaldo, sagrou-se recentemente campeão de Singapura pelo DPMM, do Brunei.

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Paulo Garcia

Existem momentos na nossa vida profissional que nos marcam para a vida. E que nos fazem crescer fundamentalmente como homens!
Há uns anos ainda no Alvalade antigo, e ao serviço da Rádio Comercial, tinha como trabalho de reportagem acompanhar a chegada da comitiva do FC Porto ao estádio.

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Pepa

Estreei-me muito cedo nos seniores do Benfica e com 18 anos já tinha contrato profissional. Ganhava bem na altura, 1200 contos por mês, 6 mil euros, e decidi comprar casa muito cedo. Andava a ver casas e fui a um sítio assim vestido de uma forma descontraída, como um miúdo de 18 anos se veste. Tinha um chapéu para trás, brinco, estava com roupa muito informal, sem camisa, sapatos ou

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Nuno Calado

Houve uma altura em que o Benfica B jogava em Odivelas, era ali que fazia os jogos em casa quando ainda não tinha o centro de estágio, quando estava tudo assim meio caótico. Sou amigo do Porfírio, isto foi quando ele passou pela equipa B do Benfica, ali por volta de 2003, e tinha combinado com ele ir ver um jogo mas cheguei atrasado, já estava a acabar a primeira parte. E estava à espera de o ver já

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