João Blümel

Vou ser sincero. Quando me fizeram o convite para escrever este relato ri-me por dentro e pensei que só podia ser uma brincadeira dum amigo meu. Alguém que deva ter dito “Olha, o Blümel é que era uma boa escolha para escrever um relato. Ele percebe imenso de futebol e não passa um dia sem comprar o jornal e acompanhar os resultados todos. Até a segunda liga dos Sub-17 ele acompanha!”. E acho

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Simão Costa

Fui jogar para a Coreia, para o Daejon Citizen, em 2001. Após mais ou menos um mês de testes no clube, regressei a Portugal e fui contratado duas semanas mais tarde. Cheguei à Coreia, assinei contrato e tive um prémio de assinatura. Entretanto comecei os treinos normalmente. Éramos dois estrangeiros, eu e o Coly, um senegalês que tinha vindo para Portugal, para o Vitória de Setúbal, mas

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António Tadeia

A final da Liga dos Campeões de 1999 não foi só um dos mais épicos jogos de futebol de que há memória. Para mim foi duplamente especial porque foi uma das que pude acompanhar in-loco, em Barcelona. Foram uns dias preenchidos, que incluíram o desfile com o qual o FC Barcelona celebrou o título espanhol, acabado de conquistar, mas sobretudo o jogo entre o Manchester United e o Bayern

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João Meira

Quando estava no Atlético fomos uma semana para a Madeira, porque tinha havido umas chuvas muito fortes e um jogo tinha sido adiado, então tivemos a oportunidade de fazer lá dois jogos nessa semana. E não correu muito bem a nível de resultados. Fomos à Camacha empatar 2-2, salvo erro, e depois jogámos com o Marítimo B no domingo, em que a malta também estava um pouco cansada

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Fred

Sempre tive uma grande paixão por futebol e pelo FC Porto. Vou ao estádio ver sempre que posso e vibro com todas as vitórias, ao ponto de ter subido sozinho o Marquês de Pombal quando vencemos o último campeonato. No dia 6 de Novembro de 2010 estava hospedado em Espinho no mesmo hotel

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Padrão

Numa viagem muitíssimo atribulada de Nova Iorque para Toronto, ia nas cadeiras do lado direito, tendo o meu querido amigo Raul Águas nas cadeiras do lado esquerdo com um padre na coxia e o Raul Águas ao meu lado com o corredor a separarmo-nos. Estávamos no Chaves e ele era o meu treinador. Começou por ser uma brincadeira, o treme-treme do avião. Eu dizia para o Raul Águas “tu é que vais

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Cuca Roseta

O meu filho é ferrenho do Sporting e o meu namorado é ferrenho do Benfica, então as discussões Sporting-Benfica lá em casa são constantes. Mas houve um dia que ouvi os dois à bulha e fui lá ver. Estava o cachecol do Benfica no lixo, assim como um Lego e o meu filho a correr com o seu cachecol do Sporting, a ser ameaçado de que ia parar ao lixo, enquanto gritava “mãeeee, o meu brinquedo está

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Carlos Xavier

Conto aqui um caso curioso de como um jogador tem a sorte ou não de fazer carreira no futebol. Estávamos no ano de 1980 quando subi a sénior e tinha-me estreado a meio da época com Radisic. No final dessa mesma época viria um novo treinador, chamado Malcolm Allison. Quando chega a Alvalade depara-se com uma lista de jovens jogadores que tinham subido nesse ano mas estavam

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Pedro Górgia

Durante o Euro 2000 a extinta Praça Sony, no Parque das Nações, transformou-se no Estádio das Nações. Um grande écran transmitiu grande parte dos jogos desse Europeu e, obviamente, todos os jogos da nossa Selecção. Bares e música compunham a festa que acontecia sempre, fosse qual fosse o resultado do jogo. Nesse Verão – e dois anos depois da Expo 98 – aquela zona da cidade foi local de

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João Vilela

Estive cinco meses no Irão, joguei no Tractor, e passei por algumas situações engraçadas. Por exemplo, tínhamos muitas dificuldades em fazer uma coisa simples como comprar comida. Pouca gente falava inglês, principalmente na nossa cidade, em Tabriz, e quando íamos ao talho fazia-me alguma confusão comer borrego, não estava muito habituado a comer cá. Depois não havia carne

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João Abreu

Doze de Abril de 2009, 21h00. Período conturbado da vida do Sporting (mais um). O mandato de Filipe Soares Franco encontra-se perto do seu final, mas está em causa um projecto de reestruturação financeira contestado pelo seu antecessor Dias da Cunha. Depois de vários dias de contactos, com avanços e recuos, ambos aceitam o desafio para um debate na SIC Notícias. Juntam-se à porta

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Antchouet

Tenho muitas histórias, mas há uma da qual o Abílio, que jogou comigo no Leixões, gosta muito. E é engraçada porque tem a ver com a diferença de culturas quando cheguei a Portugal. Em África não temos aquelas brincadeiras típicas dos portugueses. Um dia, até foi no aniversário de um jogador, puseram uma panela cheia de água em cima da porta. Eu estava atrasado, vinha a correr em grande

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Gonçalo Morais Leitão

Descendo de uma família de benfiquistas. Mas um dos meus irmãos, o mais sensato, salvou-me – Obrigado, João! – graças a uma eficaz lavagem cerebral verde e branca. A mesma que, anos mais tarde, fiz ao meu sobrinho que estava, perigosamente, a tornar-se adepto do FC Porto. Gastei uma fortuna em equipamentos e merchandising do Sporting. Mas valeu a pena. Hoje é um homem decente

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Manuel Curto

A minha aventura no Cazaquistão começa com a falta de pagamentos em Portugal, nomeadamente na Naval e depois no União de Leiria. Quando rescindi contrato no Leiria decidi arriscar e digo aventura porque é um país desconhecido e cujo nome assusta… Mas lá fui eu. Começo a pré-temporada com um estágio em Antalya, na Turquia. Dois meses a treinar, porque no Cazaquistão nessa época

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António Raminhos

Pode existir uma linha muito ténue entre a ingenuidade e a imbecilidade. E o melhor de tudo é quando as duas se encontram. Foi o que aconteceu naquela fatídica tarde de 1998. Com 18 anos, estava a estagiar no jornal A Capital, na secção de desporto, e tinha a primeira saída com um colega. O destino era o Estádio da Luz em ebulição. Contestação dos sócios, Vale e Azevedo a amealhar os primeiros

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Luís Vasco

Sou da Nazaré e além do clube da minha terra joguei depois no Caldas, até que apareceu o Famalicão, que estava na I Divisão, interessado em mim. E certo dia, lembro-me que foi num domingo, em Julho de 1991, peguei na mala e disseram-me para ir ter à loja do vice-presidente do Famalicão, para me apresentar e que depois ele dava-me a chave do apartamento onde ia ficar. Entrei na loja e estava lá

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Luís Aguilar

Há uns anos fui entrevistar o Fernando Mendes, estava ele a treinar o Desportivo do Montijo, ainda não era Olímpico do Montijo. Fui ter com ele para fazer uma entrevista pequena para sair no Record sobre essa fase, o desafio de ser treinador principal, e sentámo-nos numa mesa de uma esplanada no campo do Montijo, íamos começar a entrevista. Ali perto estavam três ou quatro miúdos a dar toques

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Nélson

O passo mais decisivo da minha carreira de futebolista é precisamente o início. Não como profissional, mas na formação, mais concretamente nos infantis, e engloba-me a mim e ao meu irmão Albertino. Somos oriundos de uma família pobre, nunca faltou o essencial, como a alimentação, roupa e calçado, mas não dava para muito mais. Fomos oito irmãos, só o meu pai é que trabalhava, por isso era tudo

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Luís Oliveira

Num dos mais curtos peladuchos de Gaia, um livre a meio do meio campo transforma-se facilmente num livre à entrada da área. Dali quem marcava era o Edgar. Mas devia estar castigado ou magoado ou então, mais provável, teria sucumbido aos muitos encantos que um sábado à noite pode trazer a um adolescente de 17/18 anos. Peguei na bola com vontade e foi tudo perfeito. Crestuma 0 – Arcozelo 1.

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Dani

Quando cheguei a Amesterdão, o Van Gaal disse-me que tinha de me habituar à forma de treinar e de jogar do Ajax. Ter outra atenção à posse, perder o mínimo possível a bola e fazer uma circulação com outra qualidade, com mais velocidade, e um ou dois toques, recepção orientada e depois passe. Respondi-lhe: “Vocês contrataram-me depois do que viram no Mundial do Qatar, pelas minhas jogadas

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