Ana Dias

Embora nunca tenha sido uma adepta ferrenha, o futebol sempre esteve muito presente na minha vida. Sou do Futebol Clube do Porto, primeiro porque sou de lá e depois porque o meu pai, que é um apaixonado pelo futebol, me passou um bocadinho dessa paixão. Quando era adolescente passei pela ginástica acrobática do FCP, como atleta do clube, onde assistia quase todos os dias aos treinos

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Artur

Eu devia ter nascido 10 anos mais tarde, era para ter nascido agora. Deus me livre, apanhei muito! Peguei Baresi, Fernando Couto, peguei esses caras todos aí. Hoje é uma garapa! Aquela nossa equipa do FC Porto hoje era campeã europeia.
O Boavista foi um clube muito especial para mim, foi onde tudo começou. Tive um grande treinador,

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Avô Cantigas

Quando era muito jovem, fui jogador de futebol. Jogava pela equipa de Cascais no campeonato distrital de juvenis. Ficámos em último lugar nesse campeonato e, no conjunto de todos os jogos, só ganhámos um. De facto, uma época para esquecer. Mas onde está o mal? Perder ou ganhar tudo é desporto e nós éramos jovens e grandes entusiastas da prática desportiva.

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Luís Zambujo

Quando estava no Aves fui ao Dragão jogar contra o FC Porto. Por acaso fiquei no banco e na segunda parte, para aí aos 50 minutos, o mister olha para o banco e diz-me para ir aquecer. Levanto-me para ir aquecer e, naquele preciso momento, o estádio inteiro levanta-se a aplaudir. Até me arrepiei! Nisto olho para trás e vejo o Quaresma, que se tinha levantado na mesma altura para ir aquecer. Afinal

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Rui Malheiro

O Mundial de 1982 não é a minha primeira memória relacionada com o futebol. Aprendi a ler e a escrever precocemente, e poucos dias depois de completar 5 anos, no início do outono de 1981, entrei para a escola primária.
Tenho memórias dispersas da temporada 1981/82, dominada internamente pelo Sporting de Big Mal,

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Paulo Sérgio

Vivi uma situação caricata na Malásia por causa do príncipe. Estava lá salvo erro há três dias quando me deram um carro. Fui buscá-lo e ia tranquilo na estrada. Eles lá têm o volante à direita, mas já era assim no Chipre, não era novidade. Nisto oiço sirenes e vejo os carros à minha frente a encostar, mas continuei na minha, segui o meu trajecto. De repente vem uma mota daquelas bigs da polícia e vejo o gajo todo furioso a mandar-me encostar. E eu: “oi, já fui. Já fiz alguma porcaria, estou mesmo a ver.”
Encostei, ele também parou a mota, abri o vidro mas ele nem sequer falou. De repente passam várias motas da polícia e o carro do príncipe no meio. Nisto ele arrancou com a mota e não se passou nada, mas fiquei ali todo borrado! Fiquei mesmo em pânico a pensar: “ainda agora aqui cheguei e já fiz porcaria? O que é isto?” É que depois lá eles têm aquelas regras deles, não se pode fumar, não se pode beber álcool, já estava a ver que tinha feito alguma coisa com o carro que também era proibida. Depois é que me explicaram que quando o príncipe ou alguém da família real vai a algum lado andam sempre com escolta da polícia e têm de parar todos para eles passarem.


Formado no Sporting, onde jogou com Cristiano Ronaldo, sagrou-se recentemente campeão de Singapura pelo DPMM, do Brunei.

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Paulo Garcia

Existem momentos na nossa vida profissional que nos marcam para a vida. E que nos fazem crescer fundamentalmente como homens!
Há uns anos ainda no Alvalade antigo, e ao serviço da Rádio Comercial, tinha como trabalho de reportagem acompanhar a chegada da comitiva do FC Porto ao estádio.

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Pepa

Estreei-me muito cedo nos seniores do Benfica e com 18 anos já tinha contrato profissional. Ganhava bem na altura, 1200 contos por mês, 6 mil euros, e decidi comprar casa muito cedo. Andava a ver casas e fui a um sítio assim vestido de uma forma descontraída, como um miúdo de 18 anos se veste. Tinha um chapéu para trás, brinco, estava com roupa muito informal, sem camisa, sapatos ou

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Nuno Calado

Houve uma altura em que o Benfica B jogava em Odivelas, era ali que fazia os jogos em casa quando ainda não tinha o centro de estágio, quando estava tudo assim meio caótico. Sou amigo do Porfírio, isto foi quando ele passou pela equipa B do Benfica, ali por volta de 2003, e tinha combinado com ele ir ver um jogo mas cheguei atrasado, já estava a acabar a primeira parte. E estava à espera de o ver já

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Chaínho

Estava no Panathinaikos e tive o azar de fazer a minha primeira rotura muscular. Perdi assim a recta final do campeonato e o penúltimo jogo foi o da decisão. Essa semana foi muito stressante. Jogámos contra o Olympiacos e quem ganhasse era campeão da Grécia. Os nossos jogadores foram intimidados, era impossível entrar naquele campo. Medo de estar nos balneários, ameaças, tudo.

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Carlos Daniel

Esta história ocorre no antigo Estádio das Antas, nos anos 90, num jogo do FC Porto contra uma equipa que eu não tenho a certeza, admito que seja o Vitória de Setúbal. É a memória que tenho, mas sem ter a certeza.
Estou a fazer o relato para a TSF e o repórter de pista, como nós chamamos ao repórter volante, era o

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Miguel Garcia

Decorria o ano 2000 e alguns jogadores dos juniores do Sporting viviam numa residencial junto ao Marquês de Pombal, entre os quais eu, Cristiano Ronaldo, Edgar Marcelino, Miguel Paixão, Filipe Costa e mais uns quantos.
No escalão de juniores nem todos tinham 18 anos mas no meu caso era diferente, até a carta já tinha

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José Cid

Estava de férias nos anos 80, no hotel Alfamar, na praia da Falésia (Algarve). Também no hotel estava a equipa do Benfica, não de férias, mas sim a estagiar. Foi giríssimo! O pessoal do Benfica, para não parar, teve a ideia de organizar um jogo amigável contra uma equipa de hóspedes do hotel. E assim organizámos espontaneamente uma equipa e lá efectuámos um jogo treino.

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Rui Nascimento

Lembro-me de uma história engraçada, em 1984/85, foi no único ano em que o Vizela esteve na I Divisão. Eu estava no Vitória de Setúbal e fomos jogar com o Vizela a Guimarães, que era onde jogavam, e éramos treinados por um grande mestre, o Manuel de Oliveira, que gostava muito de mim como jogador.

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A Gaja

Quando eu era pequena costumava ir para o terraço da minha vizinha espreitar os jogadores da Oliveirense a tomarem banho no balneário. A visão daqueles matulões, musculados e peludos (no final da década de 80 ainda não havia essa moda deprimente da depilação masculina), de toalha amarrada à cintura, era o OUTRO lado. O lado que eu não via, quando ia, com o meu pai ou com o meu avô, ver a

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Bruno Baltazar

Lembro-me de uma história de quando jogava no Odivelas. Foi num jogo da Taça de Portugal da época 2001/02, o sorteio ditou um Feirense-Odivelas. O nosso treinador era o Daúto Faquirá, com quem trabalhei seis anos. Fomos de estágio para o norte, um dia antes, e ficámos na zona de Ovar.
No domingo, dia do jogo, acordámos à hora que tinha de ser para tomarmos o pequeno-almoço, a

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Francisco Mendes

Tenho muitas histórias à volta do Benfica e do futebol. Lembro-me sempre de uma ida ao Porto aquando da nossa vitória por 2-0, com golos do Nuno Gomes. Fomos daqui de Santa Apolónia de comboio e foi uma viagem completamente alucinante com a claque, fui com os Diabos Vermelhos. Também participei no disco de comemoração dos 20 anos da claque, cantei um tema para eles. Eram

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Paulo Grilo

Estive ligado ao Toni durante seis anos, ele é uma figura fantástica. Vou contar uma história que, para mim, se não for a melhor história de futebol de sempre, está no top de certeza absoluta. Estávamos no Irão, no Tractor, a lutar para sermos campeões. Mas na altura passámos por uma fase em que se meteu a Liga dos Campeões pelo meio do campeonato e em duas semanas estivemos três jogos sem

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Valéria Carvalho

Boas recordações da minha vida estão ligadas ao futebol, mais especificamente aos campeonatos mundiais. Como brasileira, vivi sempre intensamente todas as Copas e cresci ouvindo diariamente os nomes de Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino, Gérson, Clodoaldo, Piazza e Carlos Alberto Torres, time da Copa de 1970.

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Mário Jorge

Na época em que representei o Benfica, em 1992/93, estávamos todos motivados pelo plantel que tínhamos e pelo facto de irmos ser treinados por uma referência mundial, com um currículo invejável, como era o caso de Tomislav Ivic.
Já no estágio de pré-época realizado na Suécia ficámos um pouco perplexos com o sistema que queria

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