Nuno Bergonse

Confesso que nunca fui grande adepto de futebol. Como tal, nunca fui grande jogador. Estudei parte do meu percurso na escola do Lumiar, local esse onde morei muito tempo da minha vida. Na altura ainda existia o primeiro estádio José de Alvalade. Nessa época não havia o centro de formação de Alcochete, portanto os jogadores estudavam na escola do Lumiar e dormiam no estádio, quase como internos.
Cruzei-me durante o período de estudante do secundário com jogadores como o Carlos Martins, o Luís Lourenço, o Carlos Saleiro (o primeiro bebé que nasceu em Portugal por inseminação artificial) e, claro, o Cristiano Ronaldo, que passou por lá e jogava regularmente à bola com o meu irmão mais velho.
A memória mais divertida que tenho relacionada com futebol é a imagem que tenho gravada de estar fora do antigo estádio do Sporting a entrar para um dérbi contra o Benfica e ver o Balakov, um membro bem famoso da claque do Sporting com cerca de 300 kg e que estava presente em todos os jogos, a gritar com a camisola do Sporting no ar e, de repente, viu a sua camisola ser roubada na brincadeira por um adepto benfiquista. Iniciou-se então uma perseguição da caça à camisola mas com uma intensidade incrível. Havia centenas de pessoas e o cenário era de demolição por onde fosse o caminho que Balakov passava. A perseguição acabou com um final feliz, em que o benfiquista devolveu amigavelmente a camisola. Logo de seguida, o Balakov bebeu uma cerveja de litro de penalty e terminou com um arroto que se fazia ouvir dentro do estádio!


Cozinheiro de paixão e profissão. Viajou pelo mundo onde aprendeu com os melhores. Em Portugal passou por Pedro e o Lobo, Ritz, Eleven e Duplex, entre muitos outros. Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

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