José Viterbo

Tive uma situação muito engraçada quando treinava os infantis da Académica. O Zé Castro fazia parte dessa equipa, tínhamos um grupo muito bom, muito forte. Nesse ano praticamente só perdemos com o FC Porto, era uma equipa fortíssima.
No intervalo de um jogo, que não nos estava a correr muito bem, perguntei aos miúdos o que é que se passava e tal, e o Zé Castro, com muita graça, de uma forma muito genuína, tinha 11 ou 12 anos, respondeu: “ó mister, estamos móis.” E disse móis no sentido de que estávamos moles, relaxados. Foi um episódio engraçado passado no balneário e até deu para a malta desanuviar um bocado. Ainda nos rimos porque, de facto, foi uma tirada que ninguém estava à espera, mas natural num miúdo daquela idade.
Mais tarde, estava nos juniores da Académica, também tive uma gafe, mas em inglês. Tínhamos um jogador sérvio e, certo dia, fomos treinar ali à volta do campo de Santa Cruz, não havia campo disponível para nós treinarmos, e tinha de ser com sapatilhas. Mas faltou-me o termo sapatilhas em inglês e perguntei-lhe: “do you have sapatilhes?” Foi uma risada geral. Curiosamente, praticamente com o mesmo grupo que tinha assistido uns anos largos atrás à situação do Zé Castro. Era uma equipa que, na sua génese, jogou praticamente junta desde que apareceram com sete ou oito anos até à equipa B.


Uma vida ligado à Académica. Como jogador, foi guarda-redes da Briosa desde os infantis até aos seniores. Como treinador, das escolinhas até à equipa principal. Treina o União da Madeira, na II Liga.
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Um comentário sobre “José Viterbo

  1. Um abraço sentido, bom Amigo. Revivi embora indirectamente esses bons velhos tempos que me deixam muita saudade. Felicidades para o casal Viterbo.

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