Jimmy P

A história que quero partilhar é de 1991 ou 1992, na altura em que jogava nas escolinhas do Boavista, com oito, nove anos. Fomos convidados para fazer um torneio internacional, em Cannes, e tínhamos uma equipa fortíssima. Alguns dos meus colegas de equipa hoje são jogadores de futebol profissional, como é o caso do Raul Meireles, por exemplo. Fizemos uma óptima campanha nesse torneio, chegámos à final, contra o Rapid Viena, que eram um ou dois anos mais velhos que nós. Infelizmente perdemos, ficámos em segundo lugar, mas foi engraçado porque se tratou do meu primeiro contacto com o futebol, vá lá, profissional, e nesse torneio fui considerado o melhor jogador e melhor marcador.
Foi a primeira vez em que estive a jogar num sítio onde havia efectivamente uma claque: o Boavista era um clube de referência na cidade e, além dos jogadores, também foram os nossos pais, levámos uma comitiva grande. Foi uma experiência que irei guardar para sempre. O nosso treinador, que entretanto já faleceu, era o professor Jaime Garcia, um dos treinadores mais míticos da cidade do Porto. Dava-nos cachaços no pescoço, como dizíamos, sempre que alguém ficava parado dentro de campo.
São boas memórias que tenho, de um bom treinador e um bom grupo de atletas e fico feliz por saber que alguns seguiram esse caminho e se tornaram profissionais. Pratiquei futebol federado até aos 21 anos, foi mais ou menos na altura em que comecei a descobrir a música e aos poucos desliguei-me como praticante, mas não como adepto. Continuo a viver o futebol com toda a intensidade que isso implica.


Filho do futebolista internacional português Jorge Plácido, tem recebido vários prémios de votação pública e prepara-se para lançar Essência, o seu terceiro álbum de originais, a 1 de Abril.

Foto: André Gouveia

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