Jel

Estava em Marrocos, em Chefchaouen, a gravar o documentário Dia de Jogo, que teve uma ante-estreia na SIC. Estamos agora a inscrevê-lo para festivais e temos uma distribuidora americana que vai metê-lo aí no circuito dos documentários. Passámos lá muitas semanas e num desses dias o Sporting jogava para a Champions, acho que foi com o Schalke.

Havia um café perto de nossa casa e tinha lá passado um bocado antes para dizer ao gajo: “tu hoje vais dar a Champions e quero vir ver o Sporting”. E o gajo: “está bem, podes vir”. Só que chego lá e os gajos, que são fanáticos pela bola, queriam ver o jogo do Barcelona. Eu queria ver o do Sporting e instalou-se para ali uma confusão…

Já estava a tentar suborná-los a dizer que pagava chás a todos, começou a aquecer um bocado o ambiente, uma grande discussão. O pessoal que estava comigo começou a sair de fininho do café e às tantas fiquei lá sozinho a discutir com eles! Mas não consegui evangelizá-los para verem o Sporting. Os gajos viram mesmo o Barcelona e eu fui para a Internet ouvir o relato. Ainda por cima perdemos…

Gosto mesmo muito de bola. Joguei futebol federado quando era puto, era capitão do Odivelas. Grandes derbies com Musgueira, Galinheiras, Picheleira… Aquilo não era brincadeira! E ainda hoje jogo com amigos. Uma vez por semana vou ali pôr a minha arte na chincha.


Entre Vai Tudo Abaixo na América e os Homens da Luta na Eurovisão, Jel está sempre a criar. Agora, com Guilherme Cabral, chega Dia de Jogo, sobre uma criança marroquina e a final da Champions.

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