Hugo Firmino

Joguei alguns anos em Angola e é uma realidade completamente diferente. Quando viajamos para jogar nas províncias, nas cidades fora de Luanda, após os jogos, visto que quase nenhum dos aeroportos nessas cidades é internacional, nem nos equipamos nem tomamos banho porque temos de ir a correr para o avião senão anoitece e o avião não levanta voo. E isto acontece inúmeras vezes. Vamos todos dentro do avião e cheira mal que é uma coisa impressionante! Mas não há outra hipótese, não temos mesmo tempo. Se anoitece temos de passar a noite nessas cidades.
Em Angola há sempre assim este tipo de episódios. Joguei em clubes de Luanda, onde há água canalizada, mas também joguei no Recreativo da Caála. Aí muitas vezes não havia água e tinha de tomar banho de garrafa. São coisas que depois já se tornam normais. Como Caála é uma cidade fora da capital, muitas casas têm depósitos de água e quando falta a luz não temos como tomar banho. Nessas províncias há muitos cortes de luz e sem a bomba de água não há forma de tomar banho. Lá vamos nós com as garrafas e as canecas…


O avançado do Cova da Piedade representou o Inter de Luanda, o Recreativo da Caála e o Kabuscorp na passagem por Angola, onde conquistou duas Supertaças para o currículo. Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

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