Gonçalo Morais Leitão

Descendo de uma família de benfiquistas. Mas um dos meus irmãos, o mais sensato, salvou-me – Obrigado, João! – graças a uma eficaz lavagem cerebral verde e branca. A mesma que, anos mais tarde, fiz ao meu sobrinho que estava, perigosamente, a tornar-se adepto do FC Porto. Gastei uma fortuna em equipamentos e merchandising do Sporting. Mas valeu a pena. Hoje é um homem decente. Não tens nada que agradecer, Martim. Foram só 347€.

Resumindo, sou do Sporting. Um clube de betos, dizem. Não concordo. Então e o Paulo Pereira Cristóvão? O nosso ex-vice-presidente encabeçou um gang que andou a assaltar casas e agora está preso. Já para não falar no homem que se sentava ao meu lado no antigo Estádio de Alvalade e que era uma mistura de Joana Vasconcelos, Olavo Bilac e sem abrigo (no que ao cheiro diz respeito). Esse homem não me sai da cabeça. Estávamos em… “não me lembro”. O Sporting jogava contra o… “não sei precisar”. Faltavam poucos segundos para acabar o jogo quando o… “não me recordo” marcou o golo da vitória. A euforia apoderou-se da minha pessoa e da pessoa que estava ao meu lado, se é que lhe podemos chamar isso. Entre saltos desenfreados, abraçámo-nos e demos um enorme beijo na… “não guardo na memória”. Estou para este acontecimento como o Zeinal Bava está para a Rioforte.


Cria anúncios há 18 anos e já nem se deve lembrar de todos os países em que ganhou prémios. Mas foi com Filho da Pub, na SIC Radical, que chegou a toda a gente. E agora chega ao Relato.

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5 comentários sobre “Gonçalo Morais Leitão

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