Gilmar

Fui contratado pelo Vitória de Guimarães e, ao chegar lá, encontrei um dos melhores treinadores com que trabalhei e tenho um carinho especial: Quinito. Grande pessoa! Fomos fazer um treino de finalização no centro de treinos do Vitória e chovia muito, com o campo pesado e com lama junto às balizas. O Pedro Barbosa foi à linha de fundo fazer um cruzamento para a área para mim, a bola veio rasteira e apenas estiquei a perna e não me esforcei para fazer golo por causa da lama. Aí o Quinito gritou bem alto: “Ó seu brasileiro do caralho, aqui em Portugal se não raspar a bunda no chão não fará golo” e “vai, volta para a tua terra, caralho!”. Depois fez os jogadores cruzarem várias bolas na área para eu fazer golos, umas 15 bolas. Para jogar a bola tive de fazer carrinho na lama, mas tinha de fazer golo, comi a lama, aí ele gritou novamente: “isso aí, brasileiro do caralho. Assim você vai longe!”.
Depois deste dia aprendi que para fazer golos e vencer em Portugal teria de comer lama. Abração ao meu querido Quinito e a todos de Portugal, que sempre tiveram um grande carinho comigo. Fiquem com Deus sempre.


Chegou a Portugal em 1993 para jogar no Chaves, passou cinco anos em Guimarães, e ainda cumpriu uma época no Boavista e outra novamente em Trás-os-Montes.

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