Fernando Alexandre

Há uns anos, no Estádio do Dragão, já estava na Académica e tive um lance curioso ainda no decorrer da primeira parte. O FC Porto vem no ataque rápido, a nossa equipa está estendida no campo, eu estou para fazer cobertura a um colega. De repente, há um passe atrasado e eu tento encurtar o espaço porque a nossa equipa estava distante e não se pode deixar os jogadores do FC Porto pensar muito. A meio do caminho, antes de chegar ao jogador do FC Porto, está o árbitro Manuel Mota, que vem no sentido do ataque do FC Porto: apanho-o de frente, batemos um no outro e caímos os dois, um para cada lado.
Levantei-me muito mais depressa, sem grande consequência desse embate, mas ele sofreu um bocadinho: apitou, parou o jogo e ficou no chão, à espera, a sofrer. Entretanto entraram as equipas médicas para o ajudar, ele demorou ali uns minutos a recuperar, recomeçou o jogo, mas ele sem estar bem e quando chegou ao intervalo já não regressou do balneário. Foi o quarto árbitro que assumiu o jogo.
Mais tarde, depois de ter acontecido este episódio, não sei se ainda na mesma época ou na seguinte, ele teve uma saída muito engraçada por causa desse incidente. Assim que o cumprimentei antes de começar o jogo, sorri, ele também sorriu e o primeiro comentário dele para mim foi: “não te aproximes de mim hoje, se faz favor”. Mas num tom irónico, foi engraçado.
O Manuel Mota é um agente desportivo exemplar e ficou uma relação boa depois disso.


Formado no Benfica, o actual médio da Académica conta ainda passagens por Olivais e Moscavide, Mafra, Estrela da Amadora, SC Braga, Leixões, Olhanense e Moreirense. Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

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