Diogo Luís

Corria o ano de 2000 e estava na equipa B do Benfica. Num certo jogo, o treinador de então, José Morais, decidiu adaptar-me a lateral esquerdo. A minha posição nas camadas jovens foi sempre médio centro ou interior… Esta alteração acabou por fazer toda a diferença na minha carreira. Seis meses mais tarde, o Benfica contrata José Mourinho. Não tendo na altura soluções que lhe agradassem, foi chamando alguns jogadores da equipa B para poder vê-los em acção e verificar se faziam sentido para a sua estratégia. E foi assim que tive a minha oportunidade, não sem antes ter tido um “desencontro” por falta de bateria no telemóvel. O director técnico tentou contactar-me para comparecer num treino mas, não tendo telemóvel disponível, acabei por não comparecer. Como resultado, não treinei e não fui opção para um jogo da Taça UEFA, com o Halmstads. Fiquei decepcionado e aquela que poderia ter sido a oportunidade que esperava esfumou-se. Contudo, o treinador José Mourinho teve uma conversa comigo e referiu que mais oportunidades iriam surgir. E assim foi.

Na sexta-feira fiz um excelente treino e fui chamado ao gabinete do treinador que me disse desde logo que ia jogar de início no próximo fim-de-semana. Tudo aconteceu de forma muito rápida e a partir desse jogo fui sempre titular enquanto o mister Mourinho esteve no comando. Estava aos poucos a ganhar o meu espaço. Normalmente, antes dos jogos, o mister pedia ao capitão ou a algum jogador influente que desse umas palavras de incentivo aos restantes. Não posso esquecer que no seu último jogo como treinador do Benfica, frente a um Sporting mais experiente, escolheu-me a mim para assumir essa responsabilidade, para surpresa de muitos colegas e pessoas do staff. Como sempre faço, assumi a minha responsabilidade e tentei motivar ao máximo todos para o confronto que estava iminente. O resultado já todos sabem qual foi.


Foi o primeiro jovem no qual Mourinho apostou. Depois do Benfica passou por Alverca, Beira-Mar, Naval, Estoril, Leixões e terminou a carreira no Apollon, do Chipre, em 2009.

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Um comentário sobre “Diogo Luís

  1. Como pessoa é exelente tive o prazer de conhecer (pessoalmente) como jogador do Leixões, como jogador conheci pouco porque o meu trabalho não o permite mas para uma aposta do special one faz a diferença vi pouca coisa mas no que vi era decisivo e correto…
    deixo um grande abraço para este grande homem que é