Caetano

Em 2011, antes do Mundial de Sub-20, estivemos três semanas de estágio em Lisboa, depois fomos uma semana de estágio para o Panamá e ainda estivemos três ou quatro semanas na Colômbia. E comíamos sempre massa, bife de frango, de perú, peixe, aquelas comidas de jogador, e passámos muito tempo ali fechados, recordo-me que só fomos uma vez ao jardim zoológico lá na Colômbia, e tínhamos uma pizzaria debaixo do hotel.
O nosso hotel estava cercado por polícias e mesmo no corredor dos quartos tínhamos sempre três polícias armados. Era mesmo assustador. No elevador das traseiras também havia um polícia com uma arma e nós fomos lá, demos-lhe uma nota e pedimos-lhe para encomendar uma pizza. Ele trouxe uma pizza para o quarto e estivemos ali a desfrutar do momento. Subornámos o polícia e estivemos todos ali a comer uma pizza que bem que nos soube!
Recordo-me que o Júlio Alves, que gostava de comer, mas como estávamos no Mundial e ele estava numa fase muito boa, até foi quando ele assinou pelo Atlético de Madrid, não quis comer. Nós ainda lhe dissemos:
– Ó Júlio, come aqui uma fatia.
E ele:
– Não, não, não! Eu não quero pizza, depois o mister pode saber. Eu não como!
Foi uma das muitas histórias que vivemos na Colômbia.


Formado no Paredes e no FC Porto, estreou-se no futebol sénior no Paços de Ferreira e representou Gil Vicente e Penafiel antes de nesta época ajudar o Desp. Aves a subir à I Liga.

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