Aziz

Ter jogado em Espinho é um grande orgulho que guardo dos anos que passei em Portugal. Uma coisa que nunca esquece na vida, que ficará para sempre no coração. Voltando atrás no tempo não me lembro de uma só história, mas de vários momentos com aquele grande e único homem que para mim foi um mestre, um pai, irmão e grande amigo. Refiro-me a Quinito. Melhor homem do mundo! Passámos anos fantásticos com ele. O mister era um homem sério mas com saídas que nos faziam chorar a rir.
Tínhamos um colega, o Joel, que antes dos jogos colocava o rádio numa estação de oração e rezava juntamente com eles, com orações cantadas. Um dia, o Quinito, muito sério, olhou para ele e perguntou:
– Joel, se um jogador do adversário também ouvir isto como tu, o que é que acontece? Empatamos?
O resto da equipa desatou a rir! Assim como o Quinito aceitava de uma forma muito desportiva as nossas brincadeiras, mesmo quando íamos aos extremos.
Era um mister perfeito para mim. Fazia-me ir para os treinos e para os jogos sempre com um sorriso nos lábios. Devo-lhe muito e desejo-lhe todo o bem do mundo.


Chegou a Portugal em 1987, vindo do Zwolle, da Holanda, para a primeira de seis épocas no Sp. Espinho. Por cá, representou ainda V. Setúbal, Esmoriz, Feteira, Lobão, Ala-Arriba e Meda. Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

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