André Carvalhas

Tenho várias histórias com o Miguel Rosa e uma das milhentas foi antes de um treino no Benfica. Eu, o Serginho e o Rosa fomos para o ginásio e eu tive uma ideia: “’Bora meter a passadeira no máximo e correr em cima dela, mas sempre apoiados com as mãos de lado”.
Eu fui o primeiro: segurei-me no apoio de braços de lado da passadeira, elevei o meu corpo e fui baixando devagar até chegar com os pés à passadeira na máxima velocidade, sempre apoiado, e lá elevei o meu corpo novamente para sair da passadeira. Correu tudo bem.
O segundo foi o Serginho, que fez tal e qual o que eu fiz e, lá está, correu tudo bem. Chega a vez do Rosa: em vez de se apoiar de lado, agarra-se de frente e não consegue elevar o corpo como nós fizemos. A passadeira fica a roçar-lhe nos joelhos e nas canelas e ele “ai, ai, ai”, a queixar-se e lá largou os braços. Bateu na passadeira e foi cuspido! Nós fomos logo ajudá-lo, muito assustados.
– Então, Rosa? Estás bem?
E ele responde:
– Puto, estou todo rebentado!
Chorei a rir mais o Serginho.
Íamos treinar a seguir e nós assustados a pensar como é que íamos descalçar aquela bota. Fomos todos ao posto médico do clube e o Rosa com os joelhos e os cotovelos todos em ferida! Chegámos lá e ele diz para o fisioterapeuta:
– Ó Banza, ‘tou todo rasgado. Caí nas escadas.
Eu e o Serginho novamente a rir muito.
Lembro-me que nesse treino ele treinou num sofrimento danado porque estava todo rasgado.
Depois o mister Bruno Lage soube da verdade e quis ver o que tinha acontecido nas câmaras. Ele chorou a rir também e meteu-nos todos a ver as filmagens. O plantel ficou todo a saber o que tínhamos feito! Aquilo ficou para a história e ainda hoje é relembrado.


Depois de sete épocas na formação no Benfica, o médio do Cova da Piedade conta já com três títulos da Segunda Liga e uma passagem pelo Zaria Balti, da Moldávia. Facebooktwittergoogle_pluslinkedinmail

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