Miguel Gizzas

Estava dois mil e quatro a meio. Nesse dia juntava-se algum amarelo ao imenso vermelho e verde, num adejar que tornava avenidas em mares de cor. Bandeiras empunhadas com a força de um sonho, bem maior do que a força de um país.
De um lado lusitanos, espanhóis do outro. De tempos a tempos será assim. E aí buscamos tudo o que

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João Afonso

Este episódio aconteceu na minha primeira época no Vitória Sport Clube. Era Outubro, e nesse ano eu estava ainda a completar o Mestrado em Actividade Física, na Escola Superior de Castelo Branco. Como me faltava apenas a tese, não era presencial, estava nessa altura de volta da tese. Na véspera do jogo com o Vitória Futebol Clube, em Setúbal, deixei-me dormir porque me esqueci de colocar o

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Rita Marrafa de Carvalho

O mês de Junho de 2010 fez-se aos saltos. De Lisboa para Joanesburgo. De Joanesburgo para Durban… Port Elizabeth. Magaliesburg, localidade onde a Selecção portuguesa de futebol montara o centro de estágio. Malas de cá, para lá. A câmara e o tripé. Hotéis e motoristas, acreditações em todas as cidades. Fazer a cobertura do Mundial de futebol era um desafio inegável.

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Erivaldo

Há sempre coisas que marcam um jogador e estas marcaram-me mesmo muito. No meu último ano no Sporting de Braga B, era o Abel Ferreira o treinador, tivemos um jantar de despedida da equipa. Estávamos a despedir-nos dos treinadores e o mister Abel disse que me queria dar uma última palavra. Virou-se para mim:

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Leonor Pinhão

Há muitos, muitos anos, era eu jornalista de “A Bola” e por razões do serviço meti-me num táxi no Largo da Misericórdia e disse ao homem que ia volante:
– Boa tarde, leve-me ao Estádio de Alvalade, se faz favor.
O homem estremeceu. Senti-lhe o frémito. Arrancou e ainda no início da Rua das Taipas disse-me com

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Cajú

Cheguei a Portugal com o Deco e, no início, passámos por algumas dificuldades. No nosso contrato com o Benfica tínhamos casa e carro, só que a gente não imaginava qual era e deram-nos um carocha preto. Aliás, foi o Alverca que nos deu o carro e a casa. Os únicos jogadores que tinham um carocha eram eu e o Deco. E era um carro para os dois, a gente partilhava o carocha!

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Danilo Dias

Pelo Marítimo, contra o Beira-Mar, estava a fazer um jogo excelente. Ganhámos 2-1 fora de casa, um jogo difícil, e tive uma participação influente no jogo: participei no primeiro golo e fiz um golo que foi, para mim, o mais bonito que marquei em Portugal. Chutei e a bola foi lá na gaveta!
O golo foi quase aos 70 minutos e, já perto do final do jogo, tivemos um canto. Era o batedor oficial dos

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Osama Rashid

Fiz a minha formação na Holanda e quando estava nos juniores do Feyenoord fomos campeões quando faltavam três jogos para o final do campeonato. No último jogo estava muito calor e, passados 30 minutos, o árbitro parou o jogo para termos um break para beber água.
Junto aos bancos há sempre garrafas com água ou com Isostar para os jogadores beberem mas,

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Jorge Sequeira

Trabalhei com o professor Jesualdo Ferreira no Sporting de Braga, quando o clube começou a sair da casca. Chegámos a lutar pelo título e subimos aí essa escada. Tinha acabado o meu doutoramento, estava fresquinho, pensava que sabia muita coisa e, na altura, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol tinha um curso de nível IV Pro UEFA. É o curso de mais alto nível que existe no mundo e

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Avto

Quando estava no Gil Vicente, na II Divisão, trabalhei com o mister Álvaro Magalhães. Vivia muito os jogos, corria de um lado para o outro, não conseguia parar. Estava sempre em acção. Eu já tinha saído, estava no banco. Estávamos a ganhar um jogo, não me lembro contra quem, faltavam para aí dez minutos, e tínhamos um jogador chamado Rodney Strasser, um médio defensivo, no banco. Ele tinha

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José Gabriel Quaresma

A idade maior. Dezoito anos. Parece que foi hoje, uma das cenas mais nonsense da minha carreira de jornalista.
Dia 6 de Setembro de 2005, Moscovo. Tínhamos acabado de fazer a cobertura da conferência de imprensa da Selecção portuguesa que ia jogar no dia seguinte contra a Rússia. Era Luiz Felipe Scolari

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Fredy

Quando estava em Angola, no Recreativo do Libolo, havia uma grande rivalidade com o Kabuscorp. Eram as equipas mais fortes. O Kabuscorp é uma equipa dirigida por um general angolano com ascendência congolesa. Os congoleses, e não só, também outros povos dali, dos Camarões e da Nigéria, por exemplo, odeiam os albinos. E nós tínhamos um rapaz, que fazia parte da nossa equipa,

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Gonçalo Jorge

Na minha vida, desde que me lembro, sempre tive um monte de paixões que me fizeram vibrar. A arte de criar ilusões foi, desde cedo, uma dessas paixões. Já o futebol, nem por isso. Ainda assim, tendo nascido num país onde esse é o desporto rei, acabei por estar sempre exposto ao futebol. Lembro-me de dar uns chutos na bola nos recreios da escola, como todos os rapazes da minha idade; lembro-me

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Nuno Abreu

Quando estava na equipa B do Benfica, o Mourinho foi-me buscar a mim, ao Geraldo e ao Diogo Luís para um jogo particular contra o Marselha. Foi na Luz, a meio da semana. Nessa altura treinávamos com a equipa principal e praticamente só íamos à equipa B para jogar. Ele gostava muito de nós, a gente dava intensidade aos treinos pela maneira como jogávamos. Ele até nos meteu a alcunha dos

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Lucas Klysman

O meu pai escolheu este nome para mim porque nasci em 1990, em junho, na altura do Mundial. Nesse ano o Brasil não chegou à final e a Alemanha tinha uma grande selecção, com o Lothar Matthäus e o Klinsmann, e ele admirava muito esse avançado.
Para ser sincero, se vi um videozinho e um golo dele foi muito! Lembro-me dele como seleccionador

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Luís Guilherme

Sempre adorei futebol e o Benfica. Tive o primeiro equipamento completo em 1982, com nove anos, e ainda hoje não sei o que lhe aconteceu. Mas tenho um trauma de infância maior, que era nunca ser escolhido para jogar, quando andava na Primária. Adorava jogar futebol, mas nunca tinha essa oportunidade. E não é difícil perceber porquê. À medida que fui crescendo, quando se faziam linhas já

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Aziz

Ter jogado em Espinho é um grande orgulho que guardo dos anos que passei em Portugal. Uma coisa que nunca esquece na vida, que ficará para sempre no coração. Voltando atrás no tempo não me lembro de uma só história, mas de vários momentos com aquele grande e único homem que para mim foi um mestre, um pai, irmão e grande amigo. Refiro-me a Quinito. Melhor homem do mundo!

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António Pinhão Botelho

Quando era miúdo, a minha mãe acompanhava imensas vezes o Benfica, era jornalista de A Bola, e uma vez acompanhámos o Benfica num torneio de verão ao Riazor, na Corunha, ao troféu Teresa Herrera, com quatro equipas: Benfica, Flamengo, Real Madrid e o próprio Deportivo La Coruña.
Fizemos a viagem de oito horas até Caminha, ficámos aí uma noite a descansar, e daí seguimos para a

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José Semedo

Em Inglaterra tive um treinador no Sheffield Wednesday que era de pancadas. Era o Gary Megson, tinha sido treinador do Bolton. Foi no ano em que subimos da League One ao Championship. Só o tive nessa época, depois saiu.
Uma vez fez a equipa na sexta-feira, durante essa noite sonhou que tínhamos perdido e, na manhã

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Paulo Renato Soares

Acredito que as histórias que reuni ao longo de quase 32 anos de carreira como jornalista (30 deles ao serviço do jornal Record) têm mais piada se contadas numa roda de amigos, se possível à mesa, com boa comida e boa bebida a acompanhar. Se a ‘coisa’ tem pouco interesse, os pormenores e a forma de os contar, no momento, acrescentam o sal sempre necessário. Não é este o caso, como já se

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