Ricardo Lopes

O “nosso grupo” no Estrela da Amadora era inigualável em todos os sentidos, havia sempre palhaçada em todos os momentos. O Bobó na altura tinha um carro pequenino, salvo erro um Fiat, e eu e o Pedro Barny tínhamos combinado esconder-lhe o carro. Acabou o treino e já tínhamos combinado ir buscar as chaves ao bolso das calças do Bobó. E assim foi feito. Tirámos as chaves e antes do banho fomos

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Miguel Szymanski

O chefe de redacção no Semanário Económico, o primeiro jornal em que trabalhei como redactor, deu-me as boas vindas. “Com que então alemão. Grande equipa a de 74”. Levantou o sobrolho: “Sabes com certeza os nomes dos jogadores da Mannschaft?”. Massajei ao de leve a têmpora com o indicador num esforço de libertar alguma cultura futebolística. Não saiu nada. Já tinham passado uns 20 anos

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Acácio Santos

Em 2012/13 fui trabalhar para a Malásia com o Divaldo Alves. Ele era o treinador principal da equipa A, fui como adjunto da equipa A e como principal dos Sub-21. Tudo era focado na Premier League da Malásia, depois havia o campeonato dos Sub-21.
Uma vez, durante um jogo, e eu não sabia disto, o árbitro pára o jogo. Fiquei surpreendido com aquela

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Mário Pardo

Houve duas cenas que recordo relativamente a episódios ligados ao futebol. Um foi uma vez que fui ver um jogo do Mundial de juniores em 1991, e à minha frente estavam uns gajos cegos a “ver” o jogo e nunca mais me esqueci daquilo. Os gajos estavam ali a assistir ao jogo, quando a malta fazia a onda eles sentiam a energia, levantavam-se e levantavam os braços como o resto da malta, e estavam ali a

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Magnusson

Passei cinco anos muito felizes no Benfica. O Silvino era o meu grande amigo. Recordo as duas finais da Taça dos Campeões com muita saudade. Perdemos as duas, mas tivemos muito mérito em chegar lá. Nunca vou esquecer como era entrar na antiga Catedral, aquelas enchentes nas meias-finais com o Steaua de Bucareste e o Marselha… Durante cinco anos fomos uma das melhores equipas da Europa.

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Carlos Mendes

Vou contar a única coisa engraçada que me aconteceu num campo de futebol. Passava-se o ano em que o Pedro Santana Lopes era presidente do Sporting e nessa altura o Jorge Fernando, juntamente com o José Carvalho, agarraram numa série de cantores e compositores que fossem do Sporting e resolveram fazer um disco que, se não estou em erro, chamava-se A garra do Leão. Até deu uma

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Rebelo

Quando estava no Estrela da Amadora e fomos à final da Taça de Portugal, precisámos de jogar uma finalíssima contra o Farense. Depois do primeiro jogo ficámos a estagiar num hotel junto ao autódromo do Estoril. Do hotel dava mesmo para ver o autódromo.
Nesse intervalo entre as duas finais, há uma célebre noite em que pedi ao Alves para nos emprestar o

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André Pereira

O Shéu fez-me um desenho. Foi em 1998, num convívio da casa do Benfica de Leiria, e o desenho que o Shéu me fez é o que mais me desenha a lembrança. O pai do Mário foi buscar-nos a um jantar do SCL Marrazes, o meu negro clube onde jogava eu e o Mário. Éramos putos, eu tinha 13 anos. Hesitei em ir, por vergonha de estar com os maiores, mas a amizade pelo Mário e o sorriso do pai do Mário lá

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João Alves

Aconteceu-me uma história muito caricata e rara de acontecer, mas aconteceu. Fui expulso num jogo, eu e o meu pai. Eu jogava no Chaves, clube da minha terra, estávamos na II Liga. Jogo contra a Naval 1.º Maio, salvo erro. O meu pai é bombeiro e estava de serviço a esse jogo, como maqueiro.
No jogo, levei um amarelo que não devia ter levado mas o árbitro achou que eu fiz falta e levei amarelo.

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Nuno Camarneiro

Enquanto decorria o Mundial de 2014 viajei até ao Brasil para apresentar um livro. Andei pelo Rio de Janeiro, assisti aos adeptos croatas que lançavam fogo-de-artifício na praia de Copacabana aos adeptos argentinos que, em plena crise, tentavam arranjar dinheiro para a viagem de regresso vendendo artesanato ou cantando nas ruas e fui acompanhando os meus amigos cariocas,

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Dyego Sousa

Em 2011, terminei o meu contrato com o Leixões e no final da época surgiu uma proposta para ir para Angola, para o Interclube. Fui conversar com o presidente num hotel em Lisboa e ficou tudo certo, as passagens e essas coisas, mas ele não queria falar do contrato, só queria que fosse até Angola para ver as infraestruturas do clube e dizia que em termos de valores não me ia arrepender porque ia ser

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Luís Costa Branco

O futebol é bem capaz de ser uma das atividades que mais prazer me dá. Mais do que ver, gosto de jogar. E se recuar até às minhas memórias mais distantes, há sempre uma bola que aparece. Seja nos jogos na escola primária, seja nos jogos de rua com as pedras da calçada a fazerem de baliza, seja nas ‘futeboladas’ feitas no aquecimento dos treinos de judo – modalidade que acabou por ser aquela que

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Fernando Gomes

Estreei-me no campeonato pela equipa sénior do FC Porto com 17 anos e com dois golos, que deram uma vitória por 2-1 frente à CUF. Até hoje ninguém marcou dois golos na estreia com esta idade e só passados 43 anos é que um jogador do FC Porto marcou na estreia com 17 anos!
Mais tarde, fui contratado pelo Sporting de Gijón ao FC Porto durante a pré-época. Já tinha assinado o

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Keso

Cresci num bairro social, no centro da cidade do Porto, algures entre a Ribeira e o Aleixo, e, como qualquer miúdo deste pedaço de margem do Douro, já nasci Dragão. O meu ano de nascimento corresponde ao ano de fundação dos Super Dragões, claque do Futebol Clube do Porto, pedaço de bancada fundamental (O Tribunal) para a história do clube e também para a minha história.

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Vicente Lucas

Cheguei cá e venci. O meu irmão já cá estava. O Matateu era único. Até agora é único. Nem Eusébio, nem Cristiano Ronaldo, nem Messi, nem ninguém. Não apareceu outro jogador como ele.
Cheguei com 17 anos e não sabia o que era jogar na relva. O único campo relvado era o do Belenenses, nas Salésias. Tive de habituar-me também às chuteiras e às bolas de cautchú. Cabeceava

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André Nunes

Desde miúdo que fui um apaixonado desenfreado pelo futebol, tendo em conta que pelos meus 13/14 anos já estava a partir uma cadeira com a derrota do Benfica na Europa… Está bem que era uma cadeira alentejana (daquelas pequeninas de madeira), mas para o meu tamanho na altura já era uma cadeira considerável. E cheguei a verter uma lágrima por cada golo do mítico quatro a quatro do

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Artur Jorge Vicente

Comecei a jogar futebol perto de casa, no Vitória de Lisboa. Aos 20 anos jogava no SL Olivais, nos Distritais, e trabalhava nas obras como ajudante de ladrilhador. Três anos depois assinei pelo Sporting. Pelo meio joguei no Fanhões, na II Divisão B, e dali fui para o Beja. O presidente, o José António Chalaça, que vivia em Loures, levou-me. Na altura o treinador era o Diamantino Miranda e tínhamos

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Ana Sousa Dias

Barcelona, abril de 2006. Ofereceram-me um bilhete para o jogo Barcelona – Benfica e lá fui eu, sem prática de idas a estádios e sem nunca ter posto antes os pés no Camp Nou. Comprei bilhete de ida e volta num daqueles aviões fretados por benfiquistas e pensei: nada mal, posso passear em Barcelona toda a manhã. Engano, ficámos parados na pista durante três horas. Mas o ambiente era divertido, um

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Ricky

Tinha acabado o contrato com o Estrela da Amadora depois do meu segundo ano no clube. Estava em casa, no Monte do Estoril, e o presidente do Beira-Mar ligou-me. Eram umas três horas da tarde. E ele disse-me:
– Ricky, quero que venha a Aveiro para conversarmos. Você é um jogador livre e estamos interessados

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Fernando Alvim

Há cerca de 20 anos, ainda vivia no Porto, trabalhava na rádio, estava na faculdade, e para ganhar a vida fui speaker do FC Porto. Sou benfiquista. O que a malta faz pela vida… Basicamente, tinha de animar a claque portista, como se precisasse de animação, tinha de saber aqueles cânticos, tipo “e quem não salta é lampião”, coisas assim. Também sabia que se aquilo falhasse um dia eu morria,

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