Bruno Paixão

Em 2001/02 fui nomeado quarto árbitro do Lucílio Baptista para uma pré-eliminatória da antiga Taça UEFA entre o Stade Rennes, de França, e o Aston Villa, de Inglaterra. Viajamos sempre na véspera do jogo, temos de estar lá antes porque no dia da competição, por volta das 10 da manhã, há uma reunião técnica na qual os árbitros têm de estar presentes com os delegados da UEFA, observador, etc.. Só

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José Fonte

Depois de ter jogado no V. Setúbal, que foi quando me estreei na I Liga pela mão do treinador Luís Norton de Matos, recebi algumas propostas. Estava em Liège para assinar pelo Standard, com o Michel Preud’homme e o Luciano D’Onofrio, já com o contrato à frente, quando recebi uma chamada do presidente Luís Filipe Vieira, que me perguntou:

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Carlos Vidal

De uma forma enraizada, a nossa cultura respira futebol e, como o ar é de todos, lá vamos inspirando o gosto pelo desporto até este nos ficar no sangue. O futebol sempre fez parte da minha vida, eu é que chumbei por faltas. No futebol, claro. A vida, essa, fui levando.
Sendo uma das religiões com mais fiéis praticantes, o futebol obriga-nos a guardar religiosamente

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Salvador Martinha

Quando tinha exactamente 18 anos, portanto há 50 anos, fui fazer testes de captações à A.D.O. – Associação Desportiva de Oeiras – e nesse ano fui o único jogador de fora a entrar. Pumba. O Messi da Quinta das Palmeiras. Ou seja, nessa época era o plantel da época passada e eu. Quando entrei perguntaram-me se eu já tinha jogado em alguma equipa antes. Pensei que de facto já tinha entrado no

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Nenê Bonilha

Uma história que recordo foi quando estava no Corinthians e vi o Ronaldo Fenómeno pela primeira vez. Foi nos primeiros dias após ter chegado ao clube. Era menino ainda, não conhecia muita gente, estava meio tímido e houve um jantar de confraternização no clube. Peguei nas minhas coisas, coloquei-as num canto e sentei-me num sofá com vergonha, não queria conversar com ninguém. De repente olho e

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Luís Mateus

Adoro estádios vazios. Os velhos, não os de agora, todos xpto. Demasiado bonitinhos. Arrumadinhos. Pintadinhos. Onde não falta uma cadeira. Parecem nunca ter perdido o cheiro e o Pintado de Fresco que o acompanha. Gosto mais dos velhos. Do betão enrugado, cru, ou comido por cores esbatidas, que perderam a consciência das próprias fronteiras e se misturam diabólicas para quem, como eu, já

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Zé Roberto

Uns dos momentos que vivi em Portugal foi quando iniciei os treinos na equipa do Sporting de Braga. Lembro-me bem, na altura era o mister Cajuda e o Rui Nascimento. Naquele treino estávamos fazendo aquecimento e comecei a ouvir o Rui Nascimento a dizer um nome constantemente “malta” e dizia “boa, malta”, “mais rápido, malta”, “excelente, malta”, e às vezes dava alguns puxões de orelhas

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Dário Guerreiro

Ali estava eu, trajado a rigor, a festejar com centenas de pessoas num estádio que já havia visto melhores dias. Mas aquele não era o estádio em que eu queria estar.
Era a bênção das pastas (ou queima das fitas), a cerimónia que todos os anos, em Maio, coroa com pompa e circunstância o percurso académico daqueles que findam as licenciaturas. Na Universidade

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Ricardo Pessoa

Há uns seis anos, acho que foi quando subimos à I Liga, num jantar de equipa, estávamos no restaurante, todos na brincadeira, e combinámos fazer uma partida ao nosso massagista, o Zé Manel, que é uma pessoa muito querida pelos jogadores. Chamei-o, para o distrair, ele levantou-se, veio ter comigo e enquanto falávamos houve um que roubou-lhe as chaves do carro. Ele mete sempre as

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Nelson Rosado

Há muitos anos fui federado em futebol de 11 no Amora. Fui até ao segundo ano de iniciado, era extremo direito. Joguei algumas vezes também a lateral direito, tudo o que era corredor direito era comigo. Era um miúdo que gostava muito de correr, eles diziam que eu tinha velocidade. Foram tempos engraçados, na altura morava no Laranjeiro, perto de Almada, e o clube pagava-me o passe

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Luís Boa Morte

Em 2002, jogava no Fulham, estava num treino a dois dias de um jogo. O treinador era o Jean Tigana e ele não me meteu na equipa que ia ser titular no sábado. Fiquei com azia, não estava contente por saber que ia ficar de fora. Normalmente a equipa que vai ser titular treina contra os suplentes, então ele meteu-me na outra equipa, a defesa esquerdo. O Tigana pediu-me para fazer uma diagonal quando

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Pedro Boucherie Mendes

Gosto de futebol limpo, sem casos, bem jogado. Detesto a ideia de ganhar no último minuto com um golo com a mão. Não sou nem santo nem a melhor pessoa do mundo, mas tenho um problema com fanatismo e intolerância (que não é mesma coisa que fanatismo como estratégia de persuasão) e com a violação das regras aceites pelas duas partes. No nosso país não gostamos de futebol, mas sim que

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José Viterbo

Tive uma situação muito engraçada quando treinava os infantis da Académica. O Zé Castro fazia parte dessa equipa, tínhamos um grupo muito bom, muito forte. Nesse ano praticamente só perdemos com o FC Porto, era uma equipa fortíssima.
No intervalo de um jogo, que não nos estava a correr muito bem, perguntei aos miúdos o que é que se

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Diogo Batáguas

Estive na Luz, na final do mundial de sub 20 em 1991. Que honra, não é? Tinha 6 anos, adormeci e não me lembro de nada. Eu sei, absurdo.

Como tantos putos da minha geração, o meu sonho era ser jogador de futebol. Guarda redes, no caso. Naturalmente, aproveitei umas captações e fui jogar para um clube perto de casa. Fiz a formação no

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Cafú

Saí daqui a meio da época, troquei o Boavista pelo Siegen, da II Liga alemã, no último dia das inscrições, em pleno Inverno e foi num ano de nevão. Ainda por cima o clube não tinha grandes condições e naquela altura eu estava a recuperar de uma pubalgia, precisava de fazer uns trabalhos de reforço. Perguntei onde é que era o ginásio e responderam-me que não tinham, então aqueles

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João Gil

Tinha eu 14 anos quando a minha família se mudou para a Av. São João de Deus, ali às avenidas novas, em Lisboa. Acabado de chegar da Covilhã, belo sítio para nascer com a força nas pernas necessária à prática desportiva visto que é sempre a subir ou sempre a descer.
Era o futebol o grande facilitador da minha integração junto dos novos amigos da segunda infância.

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