César Peixoto

Num treino no Braga, tínhamos lá um miúdo que era o Stélvio, jogava a trinco, que estava a fazer um bom treino. Estava a fazer grandes passes, de trivela e tudo. Às tantas, o Jorge Jesus grita no meio do campo:
– Porra, Stélvio! Fazes com cada passe que pareces o Pilro.

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Tiago Machado

Desde muito pequenino comecei a dar uns toques na bola, lá na rua. Aos meus sete anos comecei a jogar nas Escolas do Estrela da Amadora na posição de lateral-esquerdo, treinado pelo mister Calado e mais tarde pelo mister Fernandes. Nessa altura chamavam-me o “Estrela”. Além dos treinos, sempre que podia ia jogar com os meus amigos no ringue lá da zona, horas a fio.

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Tiago Pereira

No ano em que joguei no Benfica tive como colega o Amaral, o coveiro, que era uma pessoa muito engraçada, uma figurinha mesmo. Houve um dia, no Verão, em que o Amaral levou umas bermudas vestidas. O normal no nosso dia-a-dia era aparecerem inúmeras coisas para os jogadores autografarem para os adeptos. Não me lembro quem foi, mas um jogador pegou nos calções do Amaral e juntou ao

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Nelson Nunes

Nunca fui lá muito convencional no gosto pelo futebol. As memórias aparecem-me à frente como se fossem fragmentos de um álbum de fotografias rasgado em pedaços. Devo ter despertado para a arte de dar pontapés certeiros numa bola aí pelos meus seis ou sete anos, com as partidas a que o meu padrasto assistia com afinco. Via-o sempre torcer pelos clubes mais fracos – menos quando jogava o

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Diogo Valente

No ano em que fui do Boavista para o FC Porto, em 2006/07, encontrei grandes jogadores. Alguns já conhecia da Selecção, como o Raul Meireles, o Bosingwa e o Quaresma, e tive grandes nomes como colegas. Fui muito bem recebido por todos, pelos capitães, na altura o Vítor Baía, o Pedro Emanuel, o Lucho também já era capitão, e, como é natural, durante os treinos e os estágios vamos criando uma

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Rui Dias

Depois de um dia muito cansativo a editar um filme nos estúdios Babelsberg, que ficam situados em Potsdam, nos arredores de Berlim, decido ir jantar uma sopa maravilhosa ao Monsieur Vuong, o melhor restaurante vietnamita em Berlim e para mim o melhor restaurante oriental do mundo, quando o meu telefone toca. Olho para o número e percebo pelo indicativo que não era alemão.

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Filipe Gonçalves

Decorria a época 2003/2004 e era o meu primeiro ano de sénior no S.C. Espinho, ainda que no ano anterior já fizesse parte do plantel com idade júnior. O treinador era Francisco Barão (actual treinador adjunto do Sporting B), treinador muito exigente e rigoroso. Na altura não jogava muito assiduamente, embora fosse visto como a grande promessa do clube, e era muito acarinhado por toda a gente no

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Tiago Góes Ferreira

Partimos numa segunda-feira, finais de Maio, com uma auto-caravana repleta de mantimentos, equipamentos, ideias, esperança e entusiasmo, muito entusiasmo. Os três (repórter, produtor e repórter de imagem) partilhávamos a mesma paixão e devoção pelo desporto rei. Em jeito de brincadeira, na viagem, para atenuar os quilómetros infindáveis, discutíamos as melhores tácticas e

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António Caetano

A primeira história que vou contar remonta aos meus tempos no Belenenses, no final da década de 90. Tínhamos uma equipa com elementos muito divertidos. Estou a lembrar-me do Rui Esteves, Calila, Lito Vidigal, Barny, malta que se relacionava muito bem e que entrava sempre nas brincadeiras.
No início da época fazíamos questão de fazer o baptismo aos jogadores que chegavam ao clube.

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Manuel Cardoso

“Então, puto. E essas férias com a mamã? Granda saco, não?”

Para um adolescente pré-adulto, passar férias com a mãe é algo que envolve prós e contras. Por um lado, o adolescente não está a gastar dinheiro e está a conhecer um país estrangeiro, come de forma gratuita iguarias que o tornarão mais cosmopolita, tem tempo para pensar nas suas angústias pós-

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Marcelo

Tenho uma história, que na altura não achei graça nenhuma, um pouco caricata. Em 1992, tinha feito uma época muito boa no Feirense, emprestado pela Académica. O treinador era o Henrique Nunes, tinha lá o Pedro Martins, o Rifa, o Pedro Miguel, que agora também é treinador… Tínhamos uma boa equipa, uma equipa jovem, fizemos uma boa temporada e fui um dos melhores marcadores da II Liga.

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Luiz Caracol

Acho que a minha relação com o futebol é uma coisa quase desde o berço ou pelo menos desde que me lembro de existir e, ao que parece, até o meu primeiro brinquedo, e aquele pelo qual fui mais apaixonado, foi uma bola. Passei a minha infância a querer ser jogador de futebol e tudo que mais queria e gostava de fazer era jogar à bola e andar com a bola atrás, fosse verão ou inverno, chovesse

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Gerso

Este ano tivemos um treino do Belém no Estádio Nacional e houve uma situação com o sérvio, o Andric, que teve piada. Tínhamos acabado um exercício e íamos passar para treino das três equipas, que a malta adora. São dois minutos, sete contra sete, se alguma equipa estiver a perder sai e, em caso de empate, a equipa que está há mais tempo é a que sai.

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Daniel Leitão

Cresci (e bastante) numa casa onde a única pessoa que ligava a futebol era o meu pai, um fervoroso sportinguista. Sempre tentou demover-me do meu benfiquismo e converter-me a essa religião com gente tão devota que é o sportinguismo. Uma espécie de carmelitas descalças do futebol: fizeram um voto de pobreza e levam-no até às últimas consequências. Não ganham nada mas têm um admirável

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Sérgio Duarte

No Farense, tínhamos ali um grupo de brasileiros e dávamo-nos muito bem com os portugueses, havia um grupo muito bom. Sempre gostei de tocar alguns instrumentos, de cantar e o pessoal gostava muito disso. Houve uma época, na altura do Carnaval, em que tivemos uma folga e, em conjunto com os jogadores portugueses, combinámos um jogo. Marcámos esse jogo para o ginásio do Farense.

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Ruben Alves

Para o meu filme A Gaiola Dourada consegui convencer o Pedro Miguel Pauleta a participar. Fiquei super feliz e o meu produtor estava histérico porque era grande fã. No dia de gravações com ele no Douro, toda a equipa francesa estava à espera do fim do dia ansiosa para ir pedir uma foto à “Águia dos Açores” do Paris Saint-Germain.

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Cau

Estava no Campomaiorense com o Carlos Manuel e fomos jogar com o Rio Ave a Vila do Conde. Antes de irmos, uma semana antes, pedi se podia levar o meu carro. Como sou do Porto, sempre que íamos ao Norte pedia ao massagista, ao médico ou a alguém da Direcção do clube para me levar o carro. Eu ia juntamente com os meus colegas no autocarro e assim ficava com o carro para passar o

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Catarina Beato

Até aos meus 24 anos era muito assídua no Estádio de Alvalade. Ia sempre à bola ver o Sporting, comprava o bilhete anual e ia praticamente a todos os jogos. Quando fiquei grávida do Gonçalo continuei a ir ao estádio, apesar de as emoções serem mais difíceis de gerir e tinha sempre a sensação de que o bebé ia sair a qualquer momento.

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Gil

Esta história é sobre o troféu que o Rui Costa tem na galeria e que metade é meu! Fomos a um torneio em Espanha com o Benfica, que ganhámos, e na atribuição dos troféus acabámos empatados com o mesmo número de golos, então a organização decidiu chamar-nos e entregou apenas um troféu. Eu e o Rui Costa olhámos um para o outro e decidimos descer as escadas do estádio e oferecer o troféu ao

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Valete

A história que eu tenho é sobre o Figo, 1995, creio eu, acho que é o último ano que ele faz no Sporting. Eu era um adolescente e naturalmente idolatrava o grande jogador do meu clube, que era o Luís Figo. Já via muito futebol naquela altura e duvido que em 1995 alguém tivesse jogado mais futebol que o Figo no mundo, duvido. Tinhas grandes jogadores nessa altura, um Romário, um Roberto Baggio,

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