Renato

Estava no Estrela da Amadora, mais ou menos em 1995, e o treinador era o Fernando Santos. Na altura só havia botas pretas e eu tinha um patrocínio da Adidas, que lançou as primeiras botas de cor. As minhas eram brancas, mas mais ninguém tinha de cor. Apareci no treino com elas, cheio de estilo, vira-se o Fernando para mim, depois de me ter mirado de alto a baixo:

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Rita Mendonça

Escolhi dois episódios da minha vida profissional que me marcaram.
Em Julho de 2008 viajei até Itália em trabalho. O objectivo era acompanhar os primeiros tempos de José Mourinho ao comando do Inter de Milão. Luís Figo jogava na equipa do Inter, naquela altura, o que acrescentava interesse à reportagem.

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Jorge Ribeiro

Tenho uma história que me aconteceu na Rússia. Fomos de estágio para Antalya, na Turquia, e estavam 40 graus. Ficámos lá a fazer a pré-época e voltámos para Moscovo porque tínhamos o primeiro jogo para a Taça da Rússia.
Entrámos no avião e quando aterrámos em Moscovo estavam 24 graus negativos! Assustei-me e disse:

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Rogério Charraz

Se me perguntarem se gosto mais de futebol ou de música, terei de me valer das palavras imortalizadas na voz do Marco Paulo: tenho dois amores que em nada são iguais, mas não tenho a certeza de qual eu gosto mais…. Também não sei qual delas é a loira e qual a morena, mas sei que fico danado quando os meus concertos coincidem com os jogos do Benfica (devia ser proibido por lei!).

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Nuno Gomes

A minha passagem pela Fiorentina teve um pouco de tudo. Os primeiros tempos foram complicados logo pela dificuldade para encontrar uma casa. Os clubes têm sempre algumas casas identificadas para alugar para os jogadores, mas não gostava de nenhuma das que via, eram sempre muito velhas, e passei os primeiros meses a viver em hotéis. Mas nem isso foi fácil. Passei por três hotéis nos

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Elsa Bicho

Ainda estou para perceber como consegui virar costas ao jornalismo desportivo e ao jornal A Bola. O amor de mãe sobressai a tudo e é bem verdade. Mas tive o privilégio de, durante 18 intensos anos cheios de histórias e aprendizagens, ter privado com centenas de pessoas interessantes, fazer grandes e verdadeiras amizades, ter também apanhado valentes secas e gelado vezes sem conta pelos palcos

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Mário Sérgio

Quando fui para a Ucrânia foi um choque um bocadinho grande. Costumava dizer que ninguém ia para a Ucrânia, em tom de brincadeira, e quando lá cheguei realmente foi um choque. Não tem nada a ver com a nossa cultura e com a nossa realidade.
Logo à chegada ao aeroporto, entretanto depois fizeram um aeroporto novo em Donetsk, aquele foi

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Miguel Gizzas

Estava dois mil e quatro a meio. Nesse dia juntava-se algum amarelo ao imenso vermelho e verde, num adejar que tornava avenidas em mares de cor. Bandeiras empunhadas com a força de um sonho, bem maior do que a força de um país.
De um lado lusitanos, espanhóis do outro. De tempos a tempos será assim. E aí buscamos tudo o que

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João Afonso

Este episódio aconteceu na minha primeira época no Vitória Sport Clube. Era Outubro, e nesse ano eu estava ainda a completar o Mestrado em Actividade Física, na Escola Superior de Castelo Branco. Como me faltava apenas a tese, não era presencial, estava nessa altura de volta da tese. Na véspera do jogo com o Vitória Futebol Clube, em Setúbal, deixei-me dormir porque me esqueci de colocar o

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Rita Marrafa de Carvalho

O mês de Junho de 2010 fez-se aos saltos. De Lisboa para Joanesburgo. De Joanesburgo para Durban… Port Elizabeth. Magaliesburg, localidade onde a Selecção portuguesa de futebol montara o centro de estágio. Malas de cá, para lá. A câmara e o tripé. Hotéis e motoristas, acreditações em todas as cidades. Fazer a cobertura do Mundial de futebol era um desafio inegável.

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Erivaldo

Há sempre coisas que marcam um jogador e estas marcaram-me mesmo muito. No meu último ano no Sporting de Braga B, era o Abel Ferreira o treinador, tivemos um jantar de despedida da equipa. Estávamos a despedir-nos dos treinadores e o mister Abel disse que me queria dar uma última palavra. Virou-se para mim:

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Leonor Pinhão

Há muitos, muitos anos, era eu jornalista de “A Bola” e por razões do serviço meti-me num táxi no Largo da Misericórdia e disse ao homem que ia volante:
– Boa tarde, leve-me ao Estádio de Alvalade, se faz favor.
O homem estremeceu. Senti-lhe o frémito. Arrancou e ainda no início da Rua das Taipas disse-me com

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Cajú

Cheguei a Portugal com o Deco e, no início, passámos por algumas dificuldades. No nosso contrato com o Benfica tínhamos casa e carro, só que a gente não imaginava qual era e deram-nos um carocha preto. Aliás, foi o Alverca que nos deu o carro e a casa. Os únicos jogadores que tinham um carocha eram eu e o Deco. E era um carro para os dois, a gente partilhava o carocha!

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Danilo Dias

Pelo Marítimo, contra o Beira-Mar, estava a fazer um jogo excelente. Ganhámos 2-1 fora de casa, um jogo difícil, e tive uma participação influente no jogo: participei no primeiro golo e fiz um golo que foi, para mim, o mais bonito que marquei em Portugal. Chutei e a bola foi lá na gaveta!
O golo foi quase aos 70 minutos e, já perto do final do jogo, tivemos um canto. Era o batedor oficial dos

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Osama Rashid

Fiz a minha formação na Holanda e quando estava nos juniores do Feyenoord fomos campeões quando faltavam três jogos para o final do campeonato. No último jogo estava muito calor e, passados 30 minutos, o árbitro parou o jogo para termos um break para beber água.
Junto aos bancos há sempre garrafas com água ou com Isostar para os jogadores beberem mas,

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Jorge Sequeira

Trabalhei com o professor Jesualdo Ferreira no Sporting de Braga, quando o clube começou a sair da casca. Chegámos a lutar pelo título e subimos aí essa escada. Tinha acabado o meu doutoramento, estava fresquinho, pensava que sabia muita coisa e, na altura, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol tinha um curso de nível IV Pro UEFA. É o curso de mais alto nível que existe no mundo e

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Avto

Quando estava no Gil Vicente, na II Divisão, trabalhei com o mister Álvaro Magalhães. Vivia muito os jogos, corria de um lado para o outro, não conseguia parar. Estava sempre em acção. Eu já tinha saído, estava no banco. Estávamos a ganhar um jogo, não me lembro contra quem, faltavam para aí dez minutos, e tínhamos um jogador chamado Rodney Strasser, um médio defensivo, no banco. Ele tinha

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José Gabriel Quaresma

A idade maior. Dezoito anos. Parece que foi hoje, uma das cenas mais nonsense da minha carreira de jornalista.
Dia 6 de Setembro de 2005, Moscovo. Tínhamos acabado de fazer a cobertura da conferência de imprensa da Selecção portuguesa que ia jogar no dia seguinte contra a Rússia. Era Luiz Felipe Scolari

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Fredy

Quando estava em Angola, no Recreativo do Libolo, havia uma grande rivalidade com o Kabuscorp. Eram as equipas mais fortes. O Kabuscorp é uma equipa dirigida por um general angolano com ascendência congolesa. Os congoleses, e não só, também outros povos dali, dos Camarões e da Nigéria, por exemplo, odeiam os albinos. E nós tínhamos um rapaz, que fazia parte da nossa equipa,

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Gonçalo Jorge

Na minha vida, desde que me lembro, sempre tive um monte de paixões que me fizeram vibrar. A arte de criar ilusões foi, desde cedo, uma dessas paixões. Já o futebol, nem por isso. Ainda assim, tendo nascido num país onde esse é o desporto rei, acabei por estar sempre exposto ao futebol. Lembro-me de dar uns chutos na bola nos recreios da escola, como todos os rapazes da minha idade; lembro-me

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