António Pinhão Botelho

Quando era miúdo, a minha mãe acompanhava imensas vezes o Benfica, era jornalista de A Bola, e uma vez acompanhámos o Benfica num torneio de verão ao Riazor, na Corunha, ao troféu Teresa Herrera, com quatro equipas: Benfica, Flamengo, Real Madrid e o próprio Deportivo La Coruña.
Fizemos a viagem de oito horas até Caminha, ficámos aí uma noite a descansar, e daí seguimos para a

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José Semedo

Em Inglaterra tive um treinador no Sheffield Wednesday que era de pancadas. Era o Gary Megson, tinha sido treinador do Bolton. Foi no ano em que subimos da League One ao Championship. Só o tive nessa época, depois saiu.
Uma vez fez a equipa na sexta-feira, durante essa noite sonhou que tínhamos perdido e, na manhã

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Paulo Renato Soares

Acredito que as histórias que reuni ao longo de quase 32 anos de carreira como jornalista (30 deles ao serviço do jornal Record) têm mais piada se contadas numa roda de amigos, se possível à mesa, com boa comida e boa bebida a acompanhar. Se a ‘coisa’ tem pouco interesse, os pormenores e a forma de os contar, no momento, acrescentam o sal sempre necessário. Não é este o caso, como já se

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Vasco Coelho

Cheguei esta época ao Al-Washm, da Arábia Saudita, e tive o meu primeiro choque cultural logo à chegada. Começámos os trabalhos com duas semanas de estágio no Egipto. Um dia fizemos treino de ginásio e gosto sempre de tomar a minha suplementação, que trouxe de Portugal. Lembro-me de estar a preparar o meu shaker com a proteína e os BCAA que costumo tomar e eles a olharem para mim

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José Carlos Freitas

Em quase 40 anos no jornalismo, como costumo dizer, acompanhei o futebol desde o Maradona até ao Cristiano Ronaldo. A primeira coisa marcante do México’86 foi que engordei nove quilos. Uma estupidez! O jornal onde trabalhava, O Jogo, era o único diário desportivo, os outros eram trissemanários, o Record, A Bola e A Gazeta dos Desportos, e era tudo a correr: comer a correr, os

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Paulo Madeira

Vou recordar um grande jogador, que me ajudou nos meus primeiros passos na equipa principal do Benfica, o Ricardo Gomes, que hoje é o coordenador técnico do Bordéus. Quando somos miúdos temos o sonho de seguir alguns exemplos. Era júnior do Benfica e o Ricardo para mim era uma referência em termos de futebol profissional, era o capitão da selecção do Brasil, jogava no plantel

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Vanessa Oliveira

Esta história tem a ver com as minhas superstições e também com a minha paixão pelo Sporting, que fez com que passasse muitos anos sem ver dérbis ou clássicos ao vivo. Tudo porque há uns anos, o Sporting foi eliminado da Taça de Portugal no Estádio da Luz e, meses depois, perdeu a hipótese de ser campeão novamente na Luz frente ao Benfica. Foi na primeira época do José Peseiro.

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Carlos Saavedra

Passei uns meses caricatos na Grécia. Tinha saído do Chipre, porque tinha havido lá uma confusão por causa dos bancos fecharem, aquilo estava mal e quis ir-me embora. Depois, um jogador que tinha jogado comigo no Chipre e tinha ido para a Grécia, para uma equipa da Segunda Divisão, ligou-me a dizer que precisavam de um jogador para a minha posição e queria saber se estava interessado. Isto

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João Rosado

Pecador mas acima de tudo crente. Vou acreditar que o relato deste duplo episódio não me vai trazer consequências graves no futuro e que a moldura penal para o meu único “delito” profissional já não tem enquadramento atual. Ou seja, vou acreditar que, passados 22 anos, expirou toda e qualquer obrigatoriedade de prestar contas à justiça marcada pelos ponteiros dos relógios. Noutras palavras e se

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Evandro Brandão

Esta história não é muito engraçada, mas deixou-me marcas porque fala de um treinador que toda a gente conhece, o senhor Alex Ferguson. No dia em que fui assinar contrato com o Manchester United cruzei-me com ele no corredor. Conversámos durante uns cinco minutos e fiquei de boca aberta porque ainda mal tinha chegado ao clube e ele já sabia quem eu era e as minhas características como jogador.

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Nuno Coelho

Desde que me lembro de mim, sempre gostei de futebol. E o verbo gostar talvez seja até um pouco escasso. Ainda nos dias de hoje, apesar das milhentas coisas que me desagradam em redor do mesmo e se o resto da vida não se intrometer no caminho – afinal de contas, “o futebol é a coisa mais importante de entre as coisas menos importantes”, para citar Sacchi que fica sempre bem nestas

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André Carvalhas

Tenho várias histórias com o Miguel Rosa e uma das milhentas foi antes de um treino no Benfica. Eu, o Serginho e o Rosa fomos para o ginásio e eu tive uma ideia: “’Bora meter a passadeira no máximo e correr em cima dela, mas sempre apoiados com as mãos de lado”.
Eu fui o primeiro: segurei-me no apoio de braços de lado da passadeira, elevei o meu corpo e fui

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Pedro Pinto

Fevereiro de 1999. Estava na CNN há seis meses e surgiu a oportunidade de irmos a Milão, para fazer uma entrevista exclusiva com o Ronaldo Fenómeno e com outros jogadores do Inter, antes de uma eliminatória da Liga dos Campeões que eles tinham contra o Manchester United.
Apesar de eu ser o rookie da equipa nessa altura, tinha apenas 24 anos, era de longe o gajo mais

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Gonçalo Silva

Isto aconteceu no meu primeiro ano no Belenenses, há três épocas, num jogo em Coimbra, contra a Académica. Tivemos a palestra no hotel e saímos para o autocarro, para fazermos a viagem para o estádio. Normalmente é uma viagem em que há muita concentração, ouves pouco ou nenhum barulho. Mas numa certa estrada, não conheço a zona, mas foi numa recta, aparece o autocarro da Académica,

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Gonçalo Pereira Rosa

Chamada a evocar uma ou mais histórias da sua carreira, a maioria dos jornalistas opta por destacar o dia em que obteve um “furo” glorioso, uma entrevista difícil ou conheceu uma personalidade irrequieta. Opto, ao invés, pelas narrativas menos nobres, pois aprendi mais com elas do que com os triunfos efémeros.

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Valdo Alhinho

Angola é um país que tem muito para contar. No primeiro dia, ao chegar tive logo o impacto daquilo que me esperava. Fui daqui com alguns jogadores, como o Firmino, o Mangualde e o Edson, a equipa técnica era portuguesa. O treinador era o Formosinho, que neste momento está com o Mourinho no Manchester United. Chegámos em Janeiro, com um calor insuportável, 43/44 graus em Luanda.

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Pedro Ricardo Martins

Às 21:58 do dia 10 de julho de 2016 escrevia o seguinte nas redes sociais: “Só para oficializar a coisa. Se Portugal for campeão da Europa e o Eder marcar, mesmo que nos penáltis vou a pé da SPORT.TV a Fátima…”
Minutos antes, o patinho feio dos 23 convocados de Fernando Santos era mostrado pela transmissão

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Afonso Figueiredo

No Boavista, com o Petit como treinador, tínhamos algumas semanas em que íamos treinar ao Parque da Cidade, que era uma coisa que já vinha dos tempos do Jaime Pacheco. Nós não gostávamos nada porque era só correr no parque, era aquele treino duro em que acabávamos quase a vomitar.
Tínhamos um circuito para fazer em X tempo e o Petit dividia-nos por grupos. Ele mesmo dizia que

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Rui Miguel

Vivi uma situação no Chipre que foi das melhores que tive na minha carreira. Tenho uma paixão louca pelo Vitória de Guimarães. Eu estava a jogar no Chipre e o Vitória jogava em casa contra o Braga para a Taça de Portugal. O campeonato do Chipre estava parado nesse fim-de-semana, pedi para vir a Portugal e deram-me o OK. Reservei o voo, mas o único que podia reservar para chegar a Portugal a

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Pedro Nascimento

Em 1999 o mundo viu um italiano franzino, com testa à Santana Lopes, óculos grossos e cara de Pinóquio, subir ao palco de uma cerimónia de entrega dos Oscars de Hollywood, para aceitar duas estatuetas em reconhecimento de uma obra de (sétima) arte chamada “A Vida é Bela”. O primeiro discurso de Roberto Benigni foi, em si mesmo, o argumento de um filme (cómico), e o segundo foi

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